Economia

Governo cria condições para a exportação de carne bovina

Manuel Fontoura | Ndalatando

Jornalista

A instalação de um laboratório veterinário e postos de controlo sanitário nos pontos de entrada de animais, bem como a construção de uma feira de leilão, fazem parte das condições que estão a ser criadas pelo Ministério da Agricultura e Florestas, no planalto de Camabatela, para que seja o ponto de partida para o processo de exportação da carne de Angola para outras partes do mundo.

05/10/2022  Última atualização 06H35
© Fotografia por: Nilo Mateus | edições novembro

A garantia foi dada em Camabatela, município de Ambaca, 181 quilómetros a Norte Ndalatando (Cuanza-Norte), pelo director nacional do Instituto dos Serviços de Veterinária, Henrique Jimi, durante a realização da sétima Assembleia Ordinária da Cooperativa de Criadores do Planalto de Camabatela.

De acordo com Henrique Jumi, o Planalto de Camabatela foi eleito como prioridade para criação de condições para a exportação de carne bovina no país, encontrando-se em neste momento em fase de construção de infra-estruturas importantes para que o gado que poderá entrar nesta região, esteja em condições de sanidade, para que não transportem qualquer enfermidade que ponha em risco as manadas.

Segundo aquele responsável, está-se a trabalhar no processo, que registou alguma paragem de um tempo a esta parte, para se repensar na melhoria do mesmo, de modo a se corrigir eventuais falhas, sendo que os protocolos estão agora renovados com o estabelecimento de algumas exigências a serem cumpridas na íntegra pelo fornecedor do gado e pela parte angolana.

Desta feita, frisou, está tudo acautelado, para que, o projecto seja de responsabilidade conjuntural, uma vez que há o retorno de fundos públicos e esses valores não podem ser repostos de qualquer maneira.

"É assim que já temos todos os protocolos preparados e estamos a aguardar que o Ministério das Finanças notifique, para de seguida as equipes técnicas partirem para a república do Tchad fazer a selecção de animais, ao contrário do que aconteceu anteriormente, em que, o gado enviado para o nosso país, não observou o processo de avaliação por parte dos nossos técnicos, com todas as amostras segundo as recomendações da organização internacional da saúde animal”, afirmou.

Henrique Jimi diz serem esses os pressupostos que pensa levar aos parceiros e que todas as amostras dos animais sejam feitas e certificadas pelos laboratórios internacionalmente aceites.

Capacidade

O planalto de Camabatela com 532 fazendas  e um efectivo animal de aproximadamente 7.000 bovinos, dos quais cerca de 1.224 pertencente ao sector camponês, as suas terras estão encravadas entre 12 municípios das províncias do Cuanza-Norte, Uíge, e Malanje, afigura-se como um importante espaço não somente para as populações de Ambaca e Samba-Cajú, mas também de outros prontos da província.

Esta zona enquadra-se, igualmente, na estratégia do Executivo angolano virada para a diversificação da economia, por via da produção de bens e serviços que contribuem para a garantia da segurança alimentar e o aumento das exportações, bem como a redução dos níveis de importações de carne e seus derivados.

Dados indicam que em 1974, o Planalto de Camabatela, atingiu 120 mil cabeças de gado, produzia mensalmente 35 mil toneladas de carne e abastecia o mercado, não só da região Norte, mas também Luanda, tendo sido considerada a melhor carne que se consumia no país.

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