Política

Governador Luís Nunes pede menos burocracia aos novos administradores

Arão Martins / Benguela

Jornalista

O governador de Benguela, Luís Nunes, recomendou, quinta-feira, aos administradores municipais e directores de gabinetes provinciais a adopção de celeridade e desburocratização dos processos administrativos.

24/06/2024  Última atualização 09H05
Governante solicitou engajamento e comprometimento dos gestores nomeados para o desenvolvimento de Benguela © Fotografia por: Arão Martins | Edições Novembro

Luís Nunes, que falava ao dar posse aos novos administradores municipais de Benguela, Caimbambo, Catumbela e Baía Farta, assim como aos directores provinciais da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria,  da Agricultura, Pecuária e Pescas, disse que a celeridade e menos burocracia nos processos administrativos se afigura como um acto de emergência, reafirmando que a morosidade e a burocracia excessivas são inimigas do progresso e do desenvolvimento.

O governante defendeu o compromisso e a ambição de dar respostas concretas aos problemas das populações. O excesso de burocracia e a lentidão não podem fazer parte da administração pública, porque as populações e o país precisam de avanços para atingir o desenvolvimento económico e social.

"Devemos simplificar procedimentos, eliminar entraves desnecessários e garantir que os serviços públicos sejam prestados de maneira rápida e eficiente”, disse, explicando que a eficiência administrativa é uma obrigação para com o povo, que espera respostas e soluções ágeis.

Outra tarefa urgente e imediata que carece de resposta enérgica e exequível, sobretudo nas cidades do litoral, indicou Luís Nunes, é que se encontrem estratégias funcionais para a recolha e tratamento de resíduos sólidos, estratégias essas que terão de estar interligadas com as diferentes áreas da administração.

O governante referiu que os gabinetes provinciais da Saúde e do Ambiente devem também trabalhar de forma rápida e sem burocracia excessiva, para que sejam alcançados resultados positivos, de modo a se elevar o patamar visual das cidades e acautelar questões de saúde pública, principalmente, reduzindo os níveis de malária e outras endemias que ainda preocupam as autoridades.

Luís Nunes reiterou, também, rigor, responsabilidade, disciplina e ambição na gestão da coisa pública, visando à concretização dos objectivos gizados para a resolução dos problemas do povo, frisando que tem de haver compromisso e ambição de dar respostas concretas aos problemas das populações.

Para o efeito, sustentou o governador, é preciso ter uma equipa comprometida com resultados, onde quem não está capacitado para fazer o melhor "não deve ter espaço”, afirmando que Benguela exige que todos se "reinventem num máximo esforço suplementar”, porque só assim se atingirá a meta.

Luís Nunes acrescentou que, ciente dos desafios e das expectativas que a população deposita nas autoridades, a Administração Pública deve ser o reflexo de integridade, dedicação e competência, numa assertiva conexão com as necessidades e aspirações dos cidadãos.

O governante lamentou que, infelizmente, nem sempre se têm visto os valores acima referidos a serem plenamente representados, por isso é imperativo adoptar uma postura de tolerância zero à má gestão e para qualquer falta de compromisso com a missão, porque cabe a cada um fazer muito bem o seu trabalho, enquanto servidor público.

Obras emergenciais

Ao falar da execução do Projecto Integrado de Obras Emergenciais em curso nos municípios de Benguela e Lobito, Luís Nunes reconheceu os vários condicionalismos, principalmente ligados à mobilidade e ao tráfego nas cidades, o que obriga a uma atenção especial na organização de rotas alternativas, de forma a diminuir os constrangimentos na circulação de pessoas e bens.

Para que tal objectivo seja concretizado, indicou o governador, é necessária uma comunicação orgânica prévia, bem definida, capacidade executória e alguma originalidade, ajustada aos diversos casos, contando com cada particularidade do processo.

A criação de melhores condições estruturais a nível de equipamentos e infra-estruturas, afirmou, é uma prioridade do Governo, com vista à criação de bases para uma economia estruturada e sólida.

Para que tal aconteça, salientou o responsável, é vital uma eficaz e ajustada gestão dos meios, optimizando processos, agregando valor humano e técnico na maximização de ganhos, reiterando assim a necessidade urgente de operacionalizar infra-estruturas e materializar mais-valias concretas para os reais constrangimentos das comunidades envolventes.

Dirigindo-se aos administradores empossados, Luís Nunes começou pelo de Benguela, Armando Vieira, que regressa à "Cidade Mãe das Cidades” com a oportunidade única de aplicar na sua terra natal a experiência, o conhecimento e as aptidões agregadas no trajecto governativo, depois de exercer as mesmas funções nosmunicípios de Quilengues e do Lubango, na província da Huíla, tendo relembrado que os benguelenses depositam grande esperança no seu desempenho e vão exigir resultados.

Aos administradores em rotatividade, como os da Baía-Farta, Catumbela e Caimbambo, o governador espera que ponham à disposição de cada região a prática e capacidade executórias acumulada nas experiências anteriores, trazendo originalidade e uma motivação regenerada para melhor fazer.

Autoridades convidadas a buscarem assessoria especializada para ajudar na gestão

O governador de Benguela enfatizou que a um administrador ou director  não é exigido o domínio pleno de todas as artes e habilidades técnicas, que constituem a complexidade do sector que dirige, mas sim a excelência de um gestor de pessoas, projectos e processos. Isso requer deles uma abordagem holística e conciliadora, onde a busca por assessorias especializadas e a gestão das diferentes sensibilidades são fundamentais.

Luís Nunes reforçou que a capacidade de liderança de cada um deve ser o reflexo da formação de equipas e parcerias competentes e motivadas, ao mesmo tempo em que é preciso garantir que os processos sejam céleres e os projectos sejam executados com eficiência e viabilidade.

"Faço, por este facto, questão de evocar o imperioso compromisso com a transparência, porque todas as nossas acções devem ser realizadas com clareza e verticalidade”, destacou o governante, indicando que a população tem o direito de saber como são utilizados os recursos e os resultados alcançados. "Devemos prestar contas, não apenas em relatórios, mas em resultados concretos, perceptíveis e impactantes na vida das pessoas”, defendeu.

"Está nas nossas mãos a soberana oportunidade de contribuir efectivamente para uma província mais próspera e inclusiva, onde o povo, enquanto conceito colectivo, olhe para nós como parte integrante, numa lógica de igualdade e respeito, o mesmo povo que é soberano e tem o direito de avaliar e exigir resultados das nossas acções”, disse o governador.

Luís Nunes lembrou que todos os dias são dias de mudança e transformação, deixando o repto emergencial para uma nova fase, onde a responsabilidade, proximidade e exequibilidade sejam pilares de uma governação com resultados concretos.

"Entendam as minhas palavras não só como uma mensagem de esperança e incentivo, mas também como um alerta para a imperativa adopção de maior rigor, responsabilidade, disciplina e ambição na concretização dos objectivos gizados”, alertou o responsável.

O governante, enquanto gestor máximo da província, disse que tem um sonho para Benguela e para que se torne real, é preciso "haver compromisso” e é neste compromisso que, mais uma vez, deposita a ambição de constituir uma equipa capaz de dar respostas concretas aos problemas. "Benguela exige que nos reinventemos num máximo esforço suplementar. Só assim atingiremos a meta”, reiterou Luís Nunes.

Os empossados

Foram empossados Armando Baptista dos Santos Vieira, no cargo de administrador municipal de Benguela, José Francisco Ferreira, administrador municipal da Catumbela, Evaristo Calopa Mário, administrador municipal da Baía-Farta, e Miraldina Marlene Torres Morgado, administradora municipal de Caimbambo.

Também tomaram posse os directores dos gabinetes provinciais Pascoal Bento Luís (Cultura, Turismo, Juventude e Desportos), Júlio Ribeiro da Silva Chagas (Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria), Leilande Paz Mericano da Costa (Agricultura, Pecuária e Pescas) e Norman Beatriz Fundanga Lino, assessora para a Área Jurídica do Governo Provincial de Benguela.

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