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Governador descontente com a qualidade das obras

O governador provincial de Cabinda, Marcos Nhunga, manifestou descontentamento pelo facto de várias infra-estruturas públicas na comuna de Tando-Zinze, situada a 75 quilómetros da capital (Cabinda), não terem qualidade e custado aos cofres do Estado preços exorbitantes.

17/08/2019  Última atualização 10H18
DR © Fotografia por: Governador provincial de Cabinda, Marcos Nhunga, manifestou descontentamento pelo facto de várias infra-estruturas públicas não terem qualidades

“No decurso das visitas, constatámos projectos mal executados e com preços muito altos. Isto nos causou má disposição, porque com o dinheiro que o Governo disponibilizou poderia ter-se feito melhor e evitar-se as reiteradas reclamações da população”, enfatizou o governador no final de uma visita a várias aldeias de Tando Zinze.
Marcos Nhunga apontou como exemplo o projecto de abertura de furos artesianos no município de Cabinda, como sendo a prática evidente de má gestão e de sobrefacturação.
“Não se pode compreender que a abertura de um furo artesiano custe entre 25 a 45 milhões de kwanzas. Na maior parte das aldeias do município de Cabinda, não tem água potável, as estradas secundárias e terciárias estão degradadas, os postos médicos têm muitas dificuldades, os que existem não possuem água potável nem tão pouco energia eléctrica”, lamentou o governador da província de Cabinda.
O governador Marcos Nhunga prometeu criar, nos próximos dias, uma unidade para inspeccionar a actividade do seu elenco. “Vamos realizar um trabalho extremamente rigoroso para melhorar os níveis de controlo dos fundos públicos”, disse.
O governante avançou que as administrações municipais, secretarias provinciais e “o próprio Governo Provincial serão as principais instituições onde a acção da inspecção far-se-á sentir rigorosamente”, com vista a banir muitos vícios.
“Pedimos o comprometimento de todos os gestores para a mudança de consciência, para evitarem situações adversas. Advertimos os que têm vício de desviar fundos públicos para deixarem, porque, durante o meu mandato, não irei tolerar esse tipo de comportamento e os que agirem deste modo irão para a cadeia”, advertiu Marcos Nhunga.
O administrador municipal de Cabinda, José Tomé, disse, por outro lado, à margem da visita, que o Plano Director da cidade de Cabinda, a reabilitação das vias de acesso ao interior dos bairros, saneamento básico, combate à imigração ilegal, integração dos cidadãos no projecto de cadeia de valores e preparação de terras para o processo de plantação de mudas de café, cacau e palmeiras fazem parte das prioridades do seu elenco, no âmbito do PIIM.

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