Economia

Governação das empresas está longe do que é exigido

Isaque Lourenço

Jornalista

O alinhamento do "reporting" e da governação do sector empresarial são dois dos desafios que a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) deverá manter na sua agenda de prioridades, uma vez que os mesmos estão ainda longe dos padrões exigidos pela entidade.

23/12/2020  Última atualização 11H52
Comissão do Mercado de Capitais
A presidente do Conselho de Administração da CMC, Maria Uini Baptista, lançou estas metas, ontem, em Luanda, na abertura da video-conferência que abordou sobre as "Perspectivas do Mercado de Valores Mobiliários Angolano".

Segundo disse, é ainda um compromisso da entidade reguladora o ajuste e enquadramento legal de diversos sectores empresariais e da economia no geral, assim como superação da actual baixa literacia financeira das pessoas.

Maria Uini Baptista garantiu, na ocasião, que a CMC vai procurar também superar a ainda pouca atractividade a nível do investimento e a predominância de negociações apenas com títulos do Estado na Bolsa, negócios que considerou de pouca profundidade e liquidez.

Desta forma, assegura, para 2021, adaptar as medidas de promoção para o desenvolvimento definidas à dinâmica actual, com o fim de dar resposta às expectativas e toda a estratégia de posicionamento do regulador e do mercado em si.

Participantes

Dados divulgados na videoconferência dão conta da existência, até ao momento, de seis mil participantes nos negócios de bolsa.
Em relação aos emitentes em bolsa, os indicadores apontaram para a existência de 66 por cento dos negociadores serem bancos, 6 por cento Fundos de Pensões e Seguradoras e 15 por cento particulares, números que a entidade quer ver aumentado, sobretudo no que diz respeito aos particulares.

Sobre a ausência de negociações ou venda de acções corporativas (empresas) por via da bolsa, os gestores da CMC participantes ao evento justificaram que tal se deve ao facto de as empresas estarem ainda com níveis de governação bastante atrasadas, e que dessa melhoria e plena funcionalidade dependerá a confiança dos potenciais interessados.

Runa Cruz, directora de Intermediação Financeira e Infra-estruturas de Mercado, disse que estão registadas na CMC, até ao momento, 29 entidades, das quais 28 agentes de intermediação (24 bancos e quatro correctoras) e uma sociedade gestora de mercados, a (BODIVA).

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