Cultura

“Gigante” do Huambo pode ganhar escultura na cidade

Sérgio V. Dias e Domiana N’jila | Huambo

Henriques Socumbe, o conhecido homem mais alto do país, pode ganhar, nos próximos tempos, uma escultura, iniciativa que, segundo o director do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos do Huambo, visa homenagear a sua figura.

12/09/2023  Última atualização 09H20
Henriques Socumbe morreu na última sexta-feira aos 38 anos © Fotografia por: Joaquim Armando | Edições Novembro

Falecido na última sexta-feira por doença, no Hospital Geral desta cidade, o também denominado "Gigante do Huambo” foi sepultado no último domingo, no Cemitério de São Pedro, num ambiente de profunda dor e consternação.

Manifestadamente consternado com a morte de Henriques Socumbe, Jeremias da Piedade Chissanga disse à imprensa que há a possibilidade da lapidação de uma escultura para homenagear o "homem considerado mais alto de Angola”.

O responsável máximo do sector da Cultura no Huambo garantiu que, para o efeito, será feito um trabalho junto de alguns escultores da província, no sentido de se ter a figura do homem mais alto de Angola, num processo que espera ter o aval da família do malogrado.

Jeremias da Piedade Chissanga assegurou que uma vez consumada essa pretensão, colocar-se-ia a escultura do conhecido "Gigante do Huambo” no museu da região. "Pensamos, assim, fazer uma primeira homenagem e para que a história registe para sempre a figura do homem mais alto do país. É o que pretendemos fazer em parceria com a Administração Municipal do Huambo”, observou o responsável da Cultura.

Apoio prestado

Por seu turno, Azevedo Cambiambia, administrador municipal do Huambo, garantiu que a instituição que dirige fez tudo para apoiar as exéquias do "distinto filho do Planalto Central. "Solidarizamo-nos com a família, prestando o apoio necessário, quer na vertente material quer espiritual, desde que tomamos conhecimento do seu passamento físico, com a aquisição da urna, dando sequência ao apoio alimentar no local onde decorre o óbito e onde está acolhida a sua família”, disse.

O médico e chefe do Serviço de Medicina Interna do Banco de Urgência do Hospital Geral do Huambo, Felizardo Joaquim, lembrou que Henriques Socumbe deu entrada nas urgências a 31 de Agosto com um quadro clínico de dor hipogástrica, vulgarmente chamada de "dor de estômago”. "O seu quadro clínico evoluiu para um choque séptico e infelizmente, dia 9, por volta das 19h50, perdemos o paciente”, disse, apontando a chegada tardia do malogrado ao hospital e a automedicação que o mesmo fazia, para curar-se da dor de estômago, como as causas da sua morte precoce.

Henriques Socumbe, que chegou a praticar basquetebol até aos 16 anos, nasceu a 8 Novembro de 1984, na comuna do Cuima, município da Caála, província do Huambo.

Pessoas próximas, ouvidas pelo Jornal de Angola, alegaram que Socumbe usava apenas sandálias de borracha e roupas feitas por encomenda, pois não encontrava calçado nem indumentária que se ajustasse à sua estatura de 2,20 metros.

As mesmas fontes afirmaram, ainda, que antes de adoecer se dedicava ao cultivo de hortícolas e fazia trabalho de mototáxi, que lhe permitia suprir as necessidades do dia-a-dia. Falecido aos 38 anos, o malogrado não deixa mulher nem filhos.

Consternação

Os vizinhos, familiares e amigos choram a morte daquele que em vida foi apelidado de "Gigante do Huambo”. Lourenço Lussole, amigo, contou que Henriques Socumbe era um homem muito simples e humilde, não tinha ambições por aí além, mesmo que a condição de mais alto de Angola lhe pudesse dar dividendos financeiros, se bem explorada junto do público.

"Não tenho palavras para falar do seu lado humanista, pois nunca fez mal a alguém, era uma pessoa muito amável”, lembrou.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Cultura