Economia

Gestores instados a criar valor para as empresas

Os gestores devem adoptar políticas de valorização das sociedades que administram, por forma a garantir o crescimento e a cotação no mercado de valores mobiliários, declarou, ontem, o assessor da presidente do Conselho de Administração da Comissão de Mercados e Capitais (CMC) Pedro Pitta Grós, numa recomendação dirigida a líderes empresariais.

09/09/2021  Última atualização 09H50
Estratégias de valorização a adoptar pelas empresas devem basear-se em princípios éticos © Fotografia por: DR
Ao falar no segundo dia do seminário sobre "As empresas e o mercado de valores mobiliários”, que encerra hoje em Luanda, Pedro Pitta Gróz lembrou, citado pela Angop, que os grandes objectivos de uma empresa, hoje, residem na maximização de valores, embora, no passado, incidissem sobre a maximização dos lucros.
A fonte definiu a maximização de valores pelo preço das acções de empresa, afirmando que os gestores devem ter como objectivo aumentar a riqueza dos accionistas traduzida no preço das acções, numa evolução que, advertiu, não deve ser feita à custa de comportamento pouco ético, como por exemplo, a manipulação de informações financeiras.

De acordo com o prelector, os gestores podem aumentar o valor das empresas com formas sustentáveis, que façam crescer a cotação da sociedade com a tomada de decisões de investimentos que têm valor."O foco, do ponto de vista financeiro, para criação de valores, é a decisão de investimento com a criação de novos produtos, a inovação, campanha publicitária e uma boa investigação que analisa se um dado projecto vai agregar valores à empresa”, explicou.    

Se os gestores conseguirem acrescentar valor à empresa, estarão a beneficiar os accionistas e todo um conjunto de intervenientes que concorrem para o crescimento da empresa, desde os funcionários, aos fornecedores e, com isso, ganha a economia do país.O seminário, promovido pela CMC, está a abordar temas como "A organização e funcionamento do mercado de capitais angolano”, " Os instrumentos financeiros passíveis de transacção” e " Os processos de colocação de acções e dívida”.
Supervisor do mercado

A CMC é uma instituição pública criada a 18 de Março de 2005 para emitir regras, supervisionar, fiscalizar e promover os Mercados de Valores Mobiliários e Instrumentos Derivados, sendo o segmento do mercado financeiro que viabiliza a transferência de recursos como acções, fundos de investimentos, Títulos e Bilhetes do Tesouro a médio e longo prazo, de maneira directa, entre os agentes económicos.

 É papel da CMC assegurar a sã concorrência nestes mercados, garantir a legítima confiança e a segurança jurídica de todos os intervenientes e prevenir o risco sistémico, contribuindo para o desenvolvimento económico do País.A visão da CMC é contribuir para que o Mercado de Valores Mobiliários e Instrumentos Derivados venha a constituir-se e evolua como alternativa preferencial de capitalização e financiamento do Estado e das empresas e como veículo de canalização das poupanças para instrumentos de investimento diversificados.

Com a criação da CMC, surgiu, a 9 de Dezembro de 2014, a Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva), um dos mercados de valores mobiliários que permite a negociação de Títulos do Tesouro e outros valores mobiliários.A Bodiva, que vai a privatização em 2022, movimenta, por ano, o equivalente em kwanzas, a dois mil milhões de dólares.Segundo o presidente da Comissão Executiva da Bodiva, Walter Pacheco, esse volume poderá aumentar nos próximos anos, com as políticas que estão a ser adoptadas pela instituição.

A Bolsa conta, actualmente, com 23 bancos comerciais (membros) e duas correctoras que actuam na operacionalização de Obrigações do Tesouro (OT), fundamentalmente.

Dados divulgados pela própria Bodiva, no início deste ano, apontam que, em 2020,  foram negociados no mercado da Bolsa de Títulos de Tesouro, 1,18 biliões de kwanzas, mais 35 por cento  face ao ano de 2019.

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