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G7 lança plano para travar a influência de Pequim

Os líderes do G7 acordaram, ontem, lançar a iniciativa “reconstruir melhor para o mundo” para “responder às tremendas necessidades nos países de renda média e alta”, anunciou a Casa Branca, em comunicado.

13/06/2021  Última atualização 05H10
Aliança do Grupo visa enfraquecer o projecto do Governo chinês “Nova Rota da Seda” © Fotografia por: DR
O plano será dirigido a países da América Latina, Caraíbas, África e Indo-Pacífico.
O plano quer ser uma alternativa ao projecto chinês "Nova Rota da Seda”, que visa revitalizar a chamada Rota da Seda através da modernização das infra-estruturas e telecomunicações para melhorar a ligação entre a Ásia e a Europa.

O Governo dos Estados Unidos indicou que a sua iniciativa de infra-estruturas é uma colaboração entre as grandes democracias para realizar um projecto pautado por "valores com elevados padrões e transparência”.

O plano "ajuda a reduzir as necessidades em mais de 40 mil milhões de dólares em infra-estrutura de que necessita o mundo em desenvolvimento e isso foi agravado pela pandemia da Covid-19”, refere a Casa Branca.

A proposta dos EUA visa mobilizar capital do sector privado para promover projectos em quatro áreas: clima, segurança sanitária, tecnologia digital e igualdade de género, além de contar com investimentos de instituições financeiras.

Joe Biden está a pôr o foco sobre a China, que disputa a hegemonia mundial com os EUA, durante a cimeira dos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) que reúnem em Carbis Bay, na Cornualha, Sudoeste de Inglaterra.

Anteriormente e em declarações aos jornalistas, um alto funcionário do Governo de Washington criticou o plano chinês da Nova Rota da Seda, considerando que a falta de transparência, deficientes padrões laborais e ambientais terão deixado muitos países numa  situação cada vez pior.

Joe Biden pressionou, também, o Grupo dos Sete a tomar "acções concretas” contra o "trabalho forçado” na província de Xinjiang, no Noroeste da China.

A Administração Biden anunciou, igualmente um mecanismo de financiamento de infra-estruturas para os países de baixa e média renda, projectado para rivalizar com a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) da China.

A iniciativa, designada "Build Back Better World” (B3W), foi lançada, ontem, a mesma será "orientada por valores, transparente e sustentável”, de acordo com um alto funcionário da Administração de Joe Biden.

"Acreditamos que venceremos o BRI dando uma escolha de maior qualidade, e ofereceremos essa escolha com autoconfiança sobre o nosso modelo, que reflecte os nossos valores compartilhados”, disse um segundo funcionário sénior da Administração.

A BRI é a estratégia global de desenvolvimento de infra-estrutura adoptada por Pequim, em 2013, para investir em cerca de 70 países. É um elemento central da sua política externa.

O funcionário dos EUA disse que a iniciativa "B3W” visa mobilizar o sector privado para investir dezenas de triliões de dólares no financiamento de infra-estruturas no mundo em desenvolvimento, respeitando os direitos laborais, questões ambientais e a transparência .


Linha do tempo pouco clara

O cronograma, a estrutura e o âmbito da iniciativa, bem como o volume do financiamento real a ser comprometido pelos EUA, ainda não estão claros.

O funcionário do Governo disse que a esperança é que com os parceiros do G-7, o sector privado e outras partes interessadas, os EUA catalisem "centenas de biliões de dólares” em investimentos em infra-estrutura para os países de baixa e média renda "em breve”.

"É justo perguntar se isso vai ser realmente um novo financiamento,  para construir infra-estrutura na região, ou se isso é um reaproveitamento de recursos que também estão disponíveis”, disse Robert Daly, director do Instituto Kissinger do Wilson Center.


 

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