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Funeral de Jovenel Moise sob segurança máxima

O funeral nacional do Presidente haitiano assassinado, Jovenel Moise, decorreu, ontem, na cidade de Cap-Haitien, numa cerimónia realizada sob segurança máxima, informaram agências de notícias.

24/07/2021  Última atualização 04H00
Milhares de haitianos renderam homenagem ao Chefe de Estado © Fotografia por: DR
A metrópole do Norte do Haiti estava relativamente calma na manhã de ontem, após um dia tenso na quinta-feira, pelo que agentes da Polícia foram destacados para várias ruas da cidade.
Jovenel Moise, assassinado a 7 do corrente mês em sua casa na capital, Porto Príncipe por um comando armado, era natural do Norte do país.

O caixão de Moise, coberto com a bandeira nacional e a faixa presidencial, foi exposto numa esplanada, decorada com flores. Os restos mortais eram guardados por soldados das forças armadas do Haiti.
Martine Moise, viúva do Presidente e gravemente ferida no ataque, estava presente em Cap-Haïtien, após ter recebido tratamento médico num hospital na Florida, nos Estados Unidos.

Representantes de delegações estrangeiras, membros do corpo diplomático e do Governo apresentaram as suas condolências.
O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou que se fez representar por uma delegação chefiada por Linda Thomas-Greenfield, embaixadora dos Estados Unidos na ONU.

Relativamente à cerimónia fúnebre, um batalhão prestou homenagens militares ao Chefe de Estado assassinado, após o que foi tocado o hino presidencial, seguindo-se-lhe o hino nacional. A cerimónia religiosa foi conduzida por cinco padres.
O assassínio de Jovenel Moise, de 53 anos, mergulhou ainda mais o país na incerteza e ressurgiram as tensões históricas da população.

Presente em Cap-Haïtien, o director-geral da Polícia Nacional, Léon Charles, foi atacado particularmente na quinta-feira por moradores que o acusam de não ter protegido o Presidente Moise.
Ariel Henry, o novo Primeiro-Ministro que assumiu o cargo na terça-feira, prometeu levar os assassinos de Jovenel Moise à Justiça.
As autoridades haitianas disseram que pelo menos 26 suspeitos foram detidos pelo assassínio, incluindo 18 ex-soldados colombianos. A Polícia ainda está à procura de vários outros suspeitos que podem estar envolvidos no plano de assassínio, incluindo um ex-líder rebelde e um ex-senador.

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