Sociedade

Funcionário da Ghassist tenta passar com milhares de dólares

Os serviços aduaneiros detiveram ontem, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, um cidadão angolano que pretendia contrabandear 239 mil dólares no voo com destino a Casablanca (Marrocos).

01/06/2019  Última atualização 22H35
Vigas da Purificação | Edições Novembro © Fotografia por: Elevadas quantidades de dinheiro têm sido apreendidas no Aeroporto 4 de Fevereiro

Segundo informações obtidas pelo Jornal de Angola, Paulo Campos, funcionário da Ghassist, agência que presta serviço às companhias aéreas que operam no país, carregava os montantes em dólares camuflados no vestuário e na viatura da empresa.
O funcionário da Ghassist foi detido, na manhã de ontem, pela Polícia Fiscal e efectivos do comando da Unidade Aeroportuária da Polícia Nacional, quando circulava pelo Aeroporto Internacional, com acesso livre por se encontrar em serviço.
Paulo Campos pretendia fazer chegar os dólares a um passageiro que se encontrava no voo AT290, com destino a Casablanca, numa aeronave da companhia aérea Royal Air Maroc. Nas últimas horas de sexta-feira, o cidadão encontrava-se entregue ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), que prossegue a investigação.
A Ghassist foi fundada a 1 de Julho de 1997 e opera nos aeroportos de Luanda, Cabinda, Ondjiva (Cunene) e Lubango (Huíla). A empresa presta serviço de manuseamento de bagagem, carga e correio, transporte de passageiros, limpeza interna de aeronaves, abastecimento de água potável, serviços de saneamento básico e provisão de equipamentos de assistência na rampa.

Apreensões em ascensão
O Jornal de Angola divulgou, no dia 25 de Maio, a detenção no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro do cidadão angolano de 37 anos de idade, Isaías Miguel Gama, que também pretendia transportar ilegalmente mais de um milhão de dólares e 450 euros para um voo que tinha como destino a cidade de Lagos, na Nigéria.
Os serviços aduaneiros anunciaram a apreensão em todo o país, entre Janeiro e Maio, de 7. 840. 815 dólares por infracção cambial, além de 52.412. 500 kwanzas.
De acordo com as autoridades aeroportuárias, nesses actos estiveram envolvidos 19 cidadãos angolanos e 17 de vários países como a Nigéria, Mali, República Democrática do Congo, China, Senegal, Vietname, Costa do Marfim e São Tomé e Príncipe.
Os destinos usados pelos infractores ligam Luanda às cidades de Addis-Abeba (Etiópia), Brazzaville (República do Congo) e Lisboa (Portugal), sendo a bagagem de mão, camuflagem na bagagem acompanhada, o corpo do passageiro e roupa, os métodos mais usados nas tentativas de iludir as autoridades.
Outras rotas situadas entre as mais usadas pelos infractores ligam Luanda ao Dubai, Casablanca, Porto (Portugal), São Paulo (Brasil), Joanesburgo (África do Sul) e São Tomé e Príncipe.

 

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