Sociedade

França reitera apoio às escolas da rede Eiffel em Angola

Alfredo Ferreira | Caxito

Jornalista

O conselheiro de cooperação e acção cultural da Embaixada de França em Angola, René Quirin, reiterou, na semana finda, em Caxito, província do Bengo, o apoio do seu país no domínio da formação académica e técnico-profissional dos alunos matriculados nas escolas da rede Eiffel.

20/09/2021  Última atualização 05H45
© Fotografia por: DR
O diplomata, que falava na tomada de posse dos membros da Associação dos Antigos Alunos da Rede de Escolas Eiffel, disse que, desde 2009, os melhores alunos dos liceus da Eiffel, que funcionam nas províncias do Bengo, Cuanza-Norte, Cunene e Malanje, têm beneficiado de bolsas de estudo para prosseguirem com a formação académica em França, no Instituto Universitário Tecnológico.   
 
Referiu que, no âmbito do programa de concessão de bolsas de estudo, um total de 105 jovens angolanos, que passaram pelas escolas do grupo, concluíram o ensino superior em França e tornaram-se empreendedores de sucesso, graças ao apoio financeiro das empresas TotalEnergies, Castel, Prezioso, Sonangol, Aker e da Missão Laica Francesa.

Em Angola, a TotalEnergies, que assumiu o compromisso de financiar a construção das escolas da Eiffel, fazer a aquisição de meios e equipamentos para os referidos estabelecimentos de ensino e garantir a manutenção dos mesmos, investiu, desde 2008, cerca de 30 milhões de dólares norte-americanos.

No ano passado, disse,a TotalEnergies, em parceria com a ANPG, investiu cinco milhões de dólares na construção de duas escolas, nas províncias do Huambo e Moxico, que devem ser inauguradas em 2023.  

Após o empossamento, o presidente da Associação dos Antigos Alunos da Rede de Escolas Eiffel, Tomé Vessé-Vessé, apontou como prioridade a criação de protocolos com organismos oficiais e patrocinadores da Eiffel, assim como a criação de clubes científicos em cada uma das escolas da rede.

Orientar os técnicos médios recém-formados a escolherem melhor os cursos que pretendem seguir na universidade, executar programas de pesquisas de energias renováveis e promover a realização anual e alternada de festivais de cultura e ciência nas escolas Eiffel, para contribuir no desenvolvimento do país, também constam das prioridades do seu mandato de quatro anos.

O representante do Ministério da Educação solicitou maior reforço das relações com os parceiros, no âmbito das responsabilidades sociais, para a melhoria da qualidade do ensino no país. Teixeira João enalteceu a iniciativa da rede Eiffel, pela contribuição na formação de quadros, desde o ensino médio ao superior.

Em Angola, a rede Eiffel foi fundada a 23 de Maio de 2008, fruto de um acordo de cooperação entre o Ministério da Educação, a TotalEnergies, Missão Laica Francesa e a Embaixada de França em Angola.

O acordo tem como objectivo implementar o ensino gratuito e de qualidade, nas línguas portuguesa e francesa, para que os jovens angolanos tenham a oportunidade de frequentar um curso superior nos mais variados domínios do saber, em França.

Desde 2009, as escolas da Eiffel já formaram mais de mil alunos, dos quais 367 estão no mercado de emprego, nos sectores da Educação e Saúde. No presente ano lectivo, estão matriculados mais de 600 alunos, que frequentam cursos de Matemática, Física, Química e Biologia.

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