Cultura

Fotografia e cultura espiritual angolana

Kindala Manuel

O antropólogo e artista plástico José Manuel da Conceição Pedro, pseudónimo artístico “Jack Tchindje”, disse ao Jornal de Angola que os povos bantu acreditam na existência de dois mundos, o invisível e o visível, cujo relacionamento ocorre através de rituais, preces e outras cerimónias, numa coabitação e crença na existência de um ser superior, designado Nzambi, Suku ou Kalunga.

05/09/2021  Última atualização 07H40
1-Jacinto Figueiredo, fotojornalista e professor universitário 2- Vice-reitor do Santuário da Muxima, Agostinho Cahanda © Fotografia por: Kindala Manuel | Edições Novembro
 O antropólogo contou que quando os portugueses chegaram ao território que é hoje Angola, trazendo consigo a  religião cristã, os povos que encontraram já professavam religiões nativas, que se resumiam na adoração de imagens e divindades de seus ancestrais.

Segundo o também funcionário sénior do Museu Nacional de Antropologia, entre os vários utensílios de valor que o navegador português Diogo Cão trouxe de Portugal, o espelho foi um dos que mais entusiasmou Anzinga a Ancua (Nzinga a Nkuwu) manicongo (rei) do Kongo entre 1470 e 1509. Conta o antropólogo que ao ver a sua imagem reproduzida em tempo real num objecto móvel, o monarca considerou Diogo Cão e sua comitiva como sendo deuses.
Jack Tchindje informou que, na época, o espelho passou a valer mais do que um diamante naquela região do norte de Angola.

De acordo com a fonte que vimos citando, com o passar do tempo, em algumas regiões do país o espelho passou a ser usado para rituais de adivinhação em religiões animistas (tradicionais), para determinar e descobrir o culpado de um mal material ou espiritual. Associado ao espelho, disse Jack Tchindje, existe o Inkissi nkondo, uma estatueta da região do Reino do Kongo, que em algumas regiões da África é conhecido por Vudú, usado no campo da justiça tradicional como "imagem” com poderes de curar e também de punir.

O antropólogo explicou que existe na região do leste de Angola, mais propriamente na província do Moxico, a Arte Sona, que na língua local significa "escrito a desenho”, uma forma de comunicação não verbal feita na base de  imagens, traços, linhas, pontos, símbolos e objectos escritos no chão, na qual os elementos da comunidade gravam ou memorizam a informação, para em seguida transmiti-la a outras pessoas da comunidade. No momento da publicação, o mensageiro transmite a informação à comunidade, descodificando os símbolos constantes do desenho, verbalizando em palavras.


Fotografia como objecto de culto

Jack Tchindje referiu que a adoração e a veneração de objectos de culto é uma prática antiga tanto na religião cristã como no animismo, tendo como base a convicção ou fé na divindade em que depositam as suas crenças, diferenciado-se apenas nas formas de culto.

Tchindje explicou que nas religiões animistas, conhecidas também como tradicionais, o sacerdote é denominado curandeiro ou kimbanda, enquanto no cristianismo existe o padre ou pastor, não havendo coexistência entre os dois tipos de religião. O animismo, disse, é julgado de forma errada pela sociedade como a religião do lado do mal, onde as pessoas levam ao curandeiro ou kimbanda objectos pertencentes às pessoas que pretendem prejudicar. Segundo o antropólogo, devido ao elevado grau de sincretismo, nas denominações animistas os cultos são feitos de forma quase secreta, tendo como base plantas medicinais e preces dirigidas aos ancestrais e divindades ocultas.

No cristianismo, continuou Tchindje, o teor de convicção ou fé é depositado em uma divindade monoteísta e a forma de culto é exposta em reuniões ou missas.
Actualmente, prosseguiu, em algumas igrejas cristãs, nos templos, retiros, peregrinações ou em programas televisivos, tem sido frequente ver o exercício de cultos com base em objectos ou elementos de adoração, entre os quais a fotografia carregada por fiéis.

"Em pesquisas que efectuamos, ficamos a saber que em algumas igrejas de matriz cristã existem fiéis que mesmo sabendo que a religião ensina a fazer o bem, durante os cultos fazem rezas com vela acesa por cima da fotografia de alguém, pedindo nas suas orações para que Deus castigue o oponente”, referiu, acrescentando que os retiros que a Igreja Católica faz todos os anos ao Santuário da Muxima são um exemplo disso. "Os familiares levam fotografias de parentes acometidos de problemas, pedindo através de rezas à divindade Mamã Muxima para que livre os seus parentes do mal, ou que lhes garanta prosperidade e bem estar na vida”.


O rosto do mascarado não deve ser revelado

Segundo Jack Tchindje, na tradicão bantu a imagem do indivíduo sempre esteve relacionada com o sincretismo religioso tradicional, conhecido também como "animismo”. O antropólogo revelou que os indivíduos que se dedicam à execução de danças tradicionais acompanhadas de rituais e que se revestem de máscaras e indumentárias tradicionais, à semelhança dos conhecidos Bakamas de Cabinda, Cikumza da região leste, Cikumgu das Lundas Norte e Sul e Cihamzi da região centro e sul do país, obedecem a regras secretas que determinam que ao longo do seu sacerdócio não devem revelar os "seus rostos” às pessoas fora do referido sincretismo.

"Pode ser conhecido em outras vertentes, mas não como dançarino. A preparação e entrada para a indumentária é feita fora dos olhares de pessoas estranhas aos segredos e ao revestir-se da máscara o indivíduo desassocia-se espiritualmente do mundo terreno e incorpora o mundo espiritual”, referiu, acrescentando que ao longo da exibição de danças ou a execução de rituais é tido simbolicamente como um indivíduo morto, ascendendo à dimensão espiritual.


Objectos alvo de adoração

O antropólogo contou ainda que em algumas famílias de ambundos, quando nascem, os bebés gingongo são revestidos de amuletos com  imagens simbolizando os "santos protectores” das crianças e da família. Explicou que, segundo a tradição, os santos da família podem trazer bênção (sorte) ou maldição (azar) e para evitar as maldições constrói-se um santuário conhecido por Kapela, ou mais vulgarmente "Santo ya Kazola”, que em português significa "santos de casa ou de família”, onde são colocadas as figuras com as imagens dos amuletos dos gingongo, que passam a ser veneradas de acordo com a tradição.

"O ritual da kapela existe antes da chegada dos portugueses em Angola, e é uma prática de cultuação aos espíritos dos ancestrais e outras divindades que actuam no campo do sincretismo nas religiões tradicionais. "Já naquela época nas sanzalas ou cidades cada família tinha uma kapela, que por norma era colocada embaixo da cama ou atrás das casas”, disse.

Jack Tchindje revelou que em algumas zonas da província de Cabinda, quando um membro da família está acometido de alguma doença, são feitas figuras com a imagem do problema, que serve para rezas até a cura. Em caso da mordida por um animal, como serpente ou um outro animal, cria-se uma figura com a imagem do animal com a finalidade de se exercer as preces para cura.

 No caso de conflitos entre duas pessoas, para resolução do caso cria-se uma figura denominada "tampa proverbial”, com a imagem do problema, que serve como elemento de comunicação entre os contendores. Para se reatar a relação de um casal separado é esculpida a figura "tampa proverbial” com a imagem de uma caixa fechada, que é colocada na roda de uma sentada familiar, onde é decifrada a razão do problema, fazendo-se entender que "não se descobre o que um sente, sem que o outro se manifeste”. 


Uso para o bem 

De acordo com o padre Agostinho António Cahanda, o uso de imagens no catolicismo tem fundamento na pessoa de Jesus Cristo "que se fez imagem visível do Deus invisível”. Vice-reitor do Santuário da Muxima, Agostinho Cahanda referiu que o culto cristão às imagens não é contrário ao primeiro mandamento da Lei de Deus que proíbe a idolatria. A fotografia, adiantou, é usada "como objecto de veneração e nunca de adoração”.

O prelado esclareceu que a veneração dos santos na Igreja Católica é uma lembrança dos feitos que tais pessoas fizeram e que as levou à santidade "servindo de modelo de vida para os que ainda peregrinam rumo à pátria Celeste”. A reza que se faz a uma fotografia, no seu entender, não é dirigida a ela mesma, mas sim à pessoa que ela representa, sendo uma simples veneração e respeito.

"Na verdade muitos, principalmente as seitas, fogem do uso de imagens com medo de cair na idolatria, porque para se fazer uso da imagem sem cair na idolatria é necessário formatar a consciência de que a imagem não deve ser objecto de adoração, mas sim de respeito e veneração”, disse.

O vice-reitor do Santuário da Muxima informou que apresentar a fotografia de um parente sobre o altar do Santuário não constitui mal nenhum. Segundo o padre, algumas pessoas fora da fé católica sustentam "de forma errada” que trazer uma fotografia à igreja poderá fazer mal aos outros. Deu a conhecer que ao longo das pregações tem insistido na educação dos crentes, tendo em conta a carga supersticiosa e feiticista que muitos acarretam consigo. Esclareceu ainda que sempre que Jesus curasse alguém, dizia "a tua fé te curou”.

"Quando alguém acredita que levando à igreja a fotografia do esposo, esposa, filhos, parentes ou até algum documento para encontrar emprego, significa que em nome da sua fé a pessoa verá os problemas resolvidos e até as doenças e as perseguições poderão ser ultrapassados usando a fé em nome de Jesus Cristo.

Tal como acontece nos nossos óbitos, em que se coloca uma fotografia ladeada de velas (sinal da presença de Cristo que é luz que ilumina e do Espírito Santo que santifica) para recordar e lembrar o que o defunto ou a defunta fez e foi, a igreja usa a fotografia como objecto de lembrança” salientou, lamentando o "uso da fotografia como objecto de feitiçaria no animismo”.

Agostinho Cahanda salientou que tais práticas estão espalhadas por várias províncias do país, com destaque para as regiões onde a religião tradicional-animista é mais acentuada, onde, "devido à mentalidade supersticiosa, sincretista e feiticista, existem populares que têm na fotografia um objecto de macumba ou de bruxaria”.

Segundo ainda o padre, o uso de objectos de culto na igreja é uma forma de adoração que o cristianismo absorveu das religiões pagãs ou animistas ao longo dos tempos. Mas, continuou, ao contrário da religião animista que usa a fotografia "no sentido de fazer mal às pessoas, no cristianismo a fotografia é usada para rezar pelo bem da pessoa”.

O vice-reitor sublinhou que a proliferação de seitas tem criado um mal-estar espiritual e moral no seio das famílias, ao ponto de tais denominações exercerem fundamentalismo bíblico e fanatismo, existindo pessoas que atacam parentes que têm alguma fotografia de um Santo ou até a Cruz de Cristo em casa, propondo a destruição de tais objectos, e em alguns casos partem ou rasgam mesmo as fotografias, alegando que o uso de fotografias de santos é contrária ao primeiro mandamento. "É uma interpretação incorrecta”, disse.

O padre explicou que quase todos os dias recebe pessoas que aparecem no Santuário da Muxima a agradecer pelos resultados satisfatórios que alcançaram na oração com a fotografia de um parente.


Cura ou maldição

O presidente executivo do Fórum de Terapeutas Tradicionais (FOMETRA)  disse ao Jornal de Angola que devido às reclamações sobre o desempenho fraudulento de alguns terapeutas tradicionais, a organização que dirige tem feito trabalhos de identificação e cadastramento dos terapeutas existentes no país, para seu controlo e o devido enquadramento.

Kitoko Maiavanga, conhecido por "Papá Kitoko”, informou que na medicina tradicional existe a figura do curandeiro, que é o terapeuta que actua próximo das comunidades procedendo a curas com base em plantas medicinais, dependendo da solicitação ou queixa do paciente. Tem também, explicou, o denominado kimbanda, conhecido na lingua kikongo por "Nganga Nkissi”, que é o indivíduo ligado aos rituais de adivinhação e feitiçaria. Kitoko Maiavanga fez questão de ressaltar que o FOMETRA condena e não apoia a prática dos kimbanda.

O patrono da Fundação Kitoko disse existir pessoas que levam fotografias de um concorrente, colega ou familiar a um kimbanda, para que o oponente seja acometido de doenças mortais, sobretudo a conhecida "tala”. Explicou que neste processo a fotografia representa a imagem do indivíduo a ser atingido.

O terapeuta tradicional alertou que embora seja um assunto ignorado pela ciência, a "tala” é uma doença de fórum espiritual e que tem ceifado vidas na sociedade angolana, pelo que "tem merecido bastante atenção da classe de terapeutas”.

Segundo Papá Kitoko, a "tala” é conhecida na República Democrático do Congo por "nkandu”, que significa "praga”. Para o terapeuta, um indivíduo acometido de "tala” deve ser tratado por um curandeiro à base de plantas medicinais, orações e evocações a Deus.

"Ao longo dos nossos trabalhos temos constatado jovens que levam fotografias de moças bonitas aos centros dos kimbandas, onde solicitam tratamentos tradicionais para que se tornem suas namoradas, assim como mulheres que procuram estes lugares e levam fotos de homens supostamente com posses e bem posicionados na sociedade, no qual são feito rituais tradicionais com promessas de se tornarem queridas por estes”, referiu, acrescentando que um jovem, cuja esposa tinha desaparecido há mais de uma semana, solicitou ajuda ao Centro Papá Kitoko.

Explicou que o tratamento então feito consistiu "em orações dirigidas ao Criador e intercessões aos ancestrais; passados alguns dias a jovem esposa voltou para casa, confusa e arrependida, sem no entanto lembrar-se da causa do seu envolvimento com um outro indivíduo”.

Papá Kitoko disse que o FOMETRA tem trabalhado no combate aos que "teimosamente persistem nas práticas tradicionais maléficas”.  E para munir os terapeutas de conhecimentos científicos têm sido feitas visitas de constatação nalguns hospitais, nas quais são levados terapeutas tradicionais, que entram em contacto com os directores clínicos para troca de experiências e de conhecimentos.  Está em carteira o resgate e a valorização da medicina tradicional, segundo Papá Kitoko, "para que seja usada de forma controlada e em beneficio da população”. 


 Libertação

Para o pastor evangélico Nelson Joaquim "vivemos num mundo em que o sistema de comunicação é feito por símbolos”. Pastor há mais de vinte anos, Nelson Joaquim disse que, assim como cientificamente a partir de um fio de cabelo é possível fazer o teste de DNA, no mundo espiritual uma fotografia ou os pertences de alguém "são elementos suficientes para representar uma pessoa para fins de preces e rituais tradicionais”.

Como cristão, o pastor afirmou acreditar que Deus usou o barro como o elemento para criar o homem. E a Bíblia referencia, disse, que entre os milagres de Cristo consta a cura de um cego com barro; e ainda que o apóstolo Paulo, usando panos do seu avental, curou pessoas das suas enfermidades. "Na igreja, nos cultos de libertação e cura, usamos água, azeite, fotografias e outro tipo de objectos, apenas como elemento de contacto para despertar a fé das pessoas, no momento em que intercedemos a Deus.

Mas ensinamos as pessoas a buscarem apenas a Jesus Cristo como sendo o abençoador e a não adorarem nem tão pouco olharem para tais elementos como solução dos seus problemas”, referiu, lamentando o facto de que a mesma foto usada na igreja para pedir a Deus para libertar e curar as pessoas acometidas de doenças é usada nas religiões animistas, mais propriamente, na bruxaria e na feitiçaria, "para lançar pragas e até doenças mortais às pessoas”.

Considerou que a fé é algo particular e que difere de cada denominação religiosa para outra, existindo aqueles que não usam fotos ou outro objecto para servir como ponto de contacto nas suas orações, mas apenas para preces. "Tanto o pastor evangélico, assim como o kimbanda, actuam no campo da dimensão espiritual, onde o objecto social é o homem.

Ao longo do meu ministério trabalhei vários anos fora de Angola, nomeadamente, na Zâmbia, Jamaica, África do Sul e Inglaterra. Embora sendo lugares diferentes, a história dos ataques espirituais é quase a mesma. Grande parte das pessoas que nos procuram contam que começaram a ter problemas a partir do momento em que alguém próximo retirou um pertence seu em casa e a partir deste dia tudo começou a dar errado.

Nos atendimentos que fazemos na igreja, várias mulheres relatam que depois de alguém próximo ter retirado fotos do seu álbum de casamento, a sua relação com o esposo em casa passou a ter problemas e algumas terminaram em separação”, referiu o pastor, que revelou ainda que existem mulheres que "mesmo sem saber são mulheres da noite” de uma pessoa próxima, no mundo espiritual, "através de um trabalho de bruxaria feito com uma fotografia sua”.
Pela experiência pastoral que tem, Nelson Joaquim explicou que as pessoas que pagam aos kimbandas para fazer mal a  alguém "não têm competência de anular o mal feito”.

O pastor da Igreja Catedral das Orações do Centro de Ajuda na Fé, considera que a igreja cristã tem sido, ao longo dos tempos, o amparo de todos aqueles que têm sofrido perseguições espirituais. "As pessoas de bem e que andam em obediência à palavra de Deus, uma vez revestidas do seu Espírito, são imunes aos trabalhos de bruxaria”. Garantiu ainda o pastor que a crença em Deus e na sua palavra, "seguido do exercício da fé em orações, no poder do nome de Jesus Cristo, tem sido a única via de libertação e cura das pessoas que têm sido atingidas” pela bruxaria.


Vantagens e desvantagens nas redes sociais

Jacinto Figueiredo, fotojornalista e professor universitário, considera que com o surgimento da digitalização e o avanço tecnológico no ramo da produção de imagens (fotografia e vídeo), nota-se a presença de uma nova cultura de produção de fotografias no seio das famílias.

Os telemóveis, desde os mais básicos aos mais complexos, são acoplados com uma câmara fotográfica compacta, "o que torna mais fácil a produção e divulgação de fotografias nos medias tradicionais e nas  redes sociais”. De acordo com o fotojornalista, diferente do passado onde o acesso à fotografia era mais difícil, hoje muitas famílias partilham normalmente todos os momentos das suas vidas nas redes sociais.

Para o professor, um dos grandes desafios da fotografia na actualidade é a forma como tem sido usada nas redes sociais. Segundo Jacinto Figueiredo, com o desenvolvimento das novas tecnologias de informação e comunicação, surgiu o novo fenómeno de partilhar tudo   nas redes sociais por intermédio de fotos e vídeos.

"O uso indevido das plataformas electrónicas tem estado a causar danos à imagem de algumas famílias angolanas, sobretudo quando os seus usuários não tomam a devida precaução, chegando mesmo a causar doenças depressivas”, salientou, acrescentando que, por ser uma via de comunicação mediática, alguns têm usado estes espaços de forma vantajosa, partilhando imagens e vídeos de momentos marcantes e para estabelecer negócios, publicitando os seus produtos e serviços.

Mas, prossegue o professor universitário, existem aqueles que, não respeitando os direitos dos outros, se dedicam à partilha de imagens indecentes que atentam contra os padrões de convivência sócioculturais, incitando à violência, aos comportamentos desviantes e ao radicalismo. 

"A fotografia é o meio, até agora, mais eficaz para retratar e congelar momentos históricos da vida do ser humano. Do ponto de vista antropológico, ela tem sido uma das ferramentas de ajuda na descoberta do retrato real do ser humano na sua plenitude histórica”, sublinhou Jacinto Figueiredo, rematando que há um grande desafio no aprendizado das novas técnicas de produção da fotografia nas universidades, sobretudo nos cursos de comunicação social e jornalismo, na  componente teórica e científica associada à prática diária.

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