Cultura

Fórum pede valorização da herança de África

Manuel Albano

Jornalista

A secretária-adjunta da Coligação da Juventude dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (CJP), Ariane Nhany, considerou, esta quinta-feira , em Luanda, a preservação cultural e a emancipação dos povos das maiores conquistas do continente africano contra a opressão colonial.

27/05/2022  Última atualização 13H25
Juventude debate sobre questões relacionadas com os conflitos do continente africano © Fotografia por: Contreiras Pipas |Edições Novembro

Ariane Nhany considerou, na abertura do primeiro Fórum Pan-Africano Intergeracional, que decorreu na Mediateca "Zé Dú”, do Cazenga, ser importante enaltecer "as glórias do passado, assim como os desafios do futuro e reflectir mais sobre a criação de linhas e acções estratégicas que possam impactar a vida dos africanos”.

A emancipação e busca da Independência do continente da colonização, a negação dos povos à sua herança cultural, foram, para a secretária-adjunta, conquistas que precisam continuar a ser enaltecidas como um dos maiores ganhos dos africanos.

A Coligação da Juventude dos PALOP, disse, procura ser uma força transacional de solidariedade na luta pela unidade e no alcance do desenvolvimento económico, cultural, social e ambiental, bem como na promoção da boa governação, paz e solidariedade entre os países-membros, de forma a reduzir, também, as desigualdades sociais.

Um dos compromissos da agenda 2063 e da carta africana da juventude, reafirmou, é a luta pela igualdade e equidade no continente. "Um dos nossos objectivos deve ser o diálogo frutífero com jovens das várias regiões do mundo na luta contra as mudanças climáticas, imigração e a desigualdade”.

O continente, disse, deve mostrar-se capaz de resolver os próprios desafios e conflitos, e estes só serão vencidos com o reconhecimento e com a inclusão das forças vivas da juventude. Por isso, pediu uma maior solidariedade entre os africanos. "Não devemos permitir que a África de hoje continue sendo vista como um continente de guerra, incertezas e pobreza. É preciso resgatar os valores da africanidade e trilhar rumo à prosperidade”.

Sob o lema "Pan-Africanismo no século XXI: A nossa saúde, os nossos direitos, o nosso futuro”, o fórum foi promovido pela CJP, em parceria com a Iniciativa para Jovens Líderes Africanos (Yali Angola), a Comunidade da Juventude do Banco Mundial, a Art sem Letra e a Rede de Mediatecas de Angola.

 

Festyeto

A valorização da história de África e da cultura africana são o foco da Feira Cultural "Somos Todos África” (Festyeto), que começa hoje, a partir das 10h00, na Mediateca Zé Dú, no Cazenga, em Luanda.

Entre os objectivos do Festyeto, explicou a organização, constam, também, a promoção da diversidade histórica e cultural do continente, através da gastronomia, música, dança, obras de arte, espectáculos de teatro e exposição de livros.

A actividade acontece como parte do programa do I Fórum Pan-Africano Inter-Geracional, que decorre, desde ontem, na Mediateca Zé Dú, em Luanda. O programa de actividades da feira inclui debates, um dos quais sobre o tema "Identidade, quem é a mulher africana”, com a prelecção de Mimi Malkia e Teresa Cabari e moderação de Luyana Fernanda.

Outro tema em análise é "Juventude Nacional e a agenda 2063: Integração Continental”, com  Carmen Mateia, Nicolau Miguel, Yolanda Miguel e Malua dos Santos, sob moderação de Isildo Tito Marques.

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