Política

Força Aérea quer memorial para honrar militares tombados

Edna Dala

Jornalista

A Força Aérea Nacional poderá contar com um memorial histórico na Base Aérea de Luanda, em honra aos militares da extinta Força Aérea Popular de Angola /Defesa Aérea e Antia-érea (FAPA / DAA) tombados em missões combativas.

22/01/2022  Última atualização 06H30
© Fotografia por: Contreiras Pipa| Edições Novembro
O desejo foi manifestado pelo comandante da Força Aérea Nacional, Altino Carlos dos Santos, quando discursava, esta sexta-feira (21), na cerimónia de comemoração do 46º aniversário deste ramo das Forças Armadas Angolanas, assinalado a 20 deste mês, sob o lema "Força Aérea Nacional: 46 anos - Asas que protegem o país".

Com a criação do memorial, disse, pretende-se exaltar todos os militares tombados em acções combativas, pela coragem e determinação com que participaram na luta pela paz e democracia que hoje o país vive.

No memorial, reforçou, estariam inscritos os nomes de todos os militares da extinta FAPA/DAA. A concretização deste propósito, que ainda não morreu, referiu, servirá, igualmente, de fonte de inspiração para a educação patriótica dos jovens e gerações vindouras.
Durante o acto de comemoração marcado pelo desfile aéreo de helicópteros do tipo Augusta Aw-139, Mi-171 SH e aviões caça K-8w de reconhecimento, assalto e instrução Sukhoi-30 que executaram várias manobras acrobáticas, Altino Carlos dos Santos assegurou que os esforços vão continuar para a materialização do desafio.

Realçou que, passados 46 anos desde a proclamação da então FAPA/DAA, foi o corolário da grande decisão estratégica do primeiro Presidente da República de Angola, António Agostinho Neto, de se criar uma força capaz de suprir a necessidade de cobertura do espaço aéreo num país jovem, acabado de se libertar do jugo colonial português e sob riscos e ameaças de invasão externa.

"Queremos vincar a promessa e reafirmar a nossa inabalável vontade em tudo fazer para que este sonho de fazer uma Força Aérea modernizada e reequipada se converta em realidade", acrescentou.

Formação de quadros entre os desafios do ramo

Por seu turno, o chefe do Estado Maior-General adjunto das Forças Armadas Angolanas, João António Santana "Lungo", destacou a formação contínua de quadros como um dos grandes desafios da Força Aérea.


"Não podemos deixar de destacar, neste percurso de quatro décadas, o importante papel e desempenho por destacados países amigos de Angola que, de forma desinteressada e solidária, nos concederam o apoio na formação de quadros da Força Aérea Nacional, tornando-a num instrumento fundamental para a defesa do Estado livre e independente", frisou o general Lungo, no discurso durante a cerimónia de abertura.

Este processo de formação de quadros militares, reforçou, realizado num clima de forte ameaça à sobrevivência como país soberano, possibilitou dotar paulatinamente o ramo com especialistas cada vez mais capazes, meios de aviação, defesa anti-aérea e tropas rádio-técnicos, o que permitiu dar uma resposta adequada às incursões armadas do então exército racista da África do Sul contra o Estado angolano.

Ainda ontem, houve também o içar da Bandeira, deposição de coroa de flores no busto do Presidente António Agostinho Neto na Base Aérea de Luanda, assalto e instrução e Sukhoi-30, com várias manobras acrobáticas, exposição estática com armamento e técnicas variadas da Força Aérea Nacional.

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