Política

FNLA preparada para ser adversário forte nas eleições

O secretário-geral da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Aguiar Laurindo, afirmou, sábado (22), em Luanda, que o partido está preparado para ser um adversário forte no próximo pleito eleitoral, previsto para Agosto deste ano.

23/01/2022  Última atualização 05H05
© Fotografia por: DR
O político fez esta afirmação durante uma "exposição fotográfica itinerante”, no bairro Rangel, alusiva à jornada comemorativa do 99º aniversário do fundador da FNLA, Holden Roberto, assinalado no dia 12 deste mês.
Segundo Aguiar Laurindo, o partido já começou a preparar as eleições, sobretudo do ponto de vista organizativo, para estar mais forte no momento das eleições.
O político explicou que já estão numa fase de pré-campanha e o partido deve prosseguir por esse caminho. "Politicamente este ano é decisivo e a FNLA deve estar presente junto das populações, realizando trabalho de proximidade nas comunidades", disse, referindo-se às próximas eleições.
Um dos movimentos de libertação do país, a par do MPLA e da UNITA, a FNLA vai perdendo o vigor, devido às constantes crises na liderança, na sequência da morte do fundador, Holden Roberto, a 2 de Agosto de 2007, aos 84 anos.
Depois de ter conseguido eleger cinco deputados, nas eleições de 1992, a FNLA viu a sua representatividade no Parlamento a baixar para três deputados, em 2008, dois em 2012 e um em 2017. Alguns analistas vaticinavam a extinção do partido nas próximas eleições, sobretudo se não conseguir ultrapassar as divergências internas.  

A FNLA elegeu, em finais do ano passado, um novo presidente, Nimi a Simbi, em substituição do deputado Lucas Ngonda, com a esperança de abacar, em definitivo, com a crise interna.
Em entrevista ao Jornal de Angola, a primeira a um órgão de comunicação social, depois da sua eleição, Nimi a Simbi reafirmou o comprometimento com o diálogo, para a busca de unidade e formas para tirar a FNLA da letargia em que se encontra.
O também docente universitário disse estar, igualmente, aberto à uma eventual coligação pós-eleitoral, com qualquer partido - e não apenas com o MPLA. Mas mostrou-se cauteloso quanto a uma eventual adesão à Frente Patriótica Unida (FPU), por alegada falta de conhecimento sobre o "dossier”.  

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