Política

FNLA elege presidente com os olhos na unidade

Roque Silva

Jornalista

A figura que vai conduzir os destinos da FNLA nos próximos quatro anos é eleita hoje, no V Congresso Ordinário do partido, que decorre, desde ontem, até amanhã, em Luanda.

17/09/2021  Última atualização 08H10
Lucas Ngonda espera FNLA mais forte depois do V Congresso © Fotografia por: DR
Na disputa pela liderança da FNLA estão cinco candidatos, nomeadamente, Nimi-a-Simbi, antigo deputado e vice-presidente na liderança de Ngola Kabangu, Carlito Roberto, antigo deputado e filho do fundador do partido, Holden Roberto, Tristão Ernesto, Fernando Pedro Gomes, e Lucas Ngonda, que concorre à sua sucessão.
No discurso de abertura, o presidente cessante afirmou que a FNLA sai do V Congresso mais forte, porquanto vem selar as duas décadas de conflitos que o assolou e encaminhou o partido para o abismo, impedindo o seu progresso. Lucas Ngonda apelou ao entendimento entre os militantes para conferir unidade ao partido.
"O longo período de cismas, que pareciam se eternizar, foi aproveitado pelos inimigos do partido e isso não nos levaram a lugar algum”, admitiu o político, para quem "porque nunca é tarde demais, devemos nos unir, pois o momento peculiar da história política precisa da contribuição do nosso partido”.
 Considerou que o Congresso é o momento oportuno para homenagear Holden Roberto, falecido há 14 anos. Para tal, defendeu, as eleições para a escolha do novo líder devem ser realizadas com a urbanidade que se impõe, passados 14 anos desde o seu falecimento.
Numa implícita referência aos tumultos do Congresso de 2015, entre militantes que se revêem na actual direcção e fiéis ao ex-presidente, Ngola Kabangu, Ngonda disse desejar que o acto deste ano seja um marco para a história política da FNLA e que sirva de lição para as gerações futuras. "Espero que a família FNLA aprenda com os erros”, realçou.

Numa declaração conjunta, os cinco candidatos à presidência da FNLA assumem o compromisso de respeitar os resultados eleitorais, desde que sejam transparentes, livres e justos.
 Os concorrentes realçam a importância do V Congresso por se distinguir de todos os outros, pois este "marca o início de um processo irreversível para a almejada unidade dos militantes”.
Além da eleição do novo presidente, os delegados ao Congresso elegem os novos membros do Comité Central, analisam o relatório de actividades e contas, discutem e votam a revisão dos estatutos e regulamentos, bem como definem a estratégia para as eleições gerais e autárquicas. Com 1.451 delegados em representação dos órgãos centrais e dos militantes das 18 províncias do país, o V Congresso decorre no complexo do partido, em Viana, sob o lema "FNLA, unidos na diversidade, venceremos”.

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