Economia

FMI declara disponibilidade para apoiar a estabilização

O director do Departamento Africano do FMI, Abebe Selassie, declarou à ministra das Finanças, Vera Daves, que uma eventual decisão sobre novos programas de estabilização macroeconómica assistidos depois da conclusão, em Dezembro, do Programa de Financiamento Ampliado (EFF, sigla inglesa) será apoiada pela instituição financeira.

25/09/2021  Última atualização 09H05
© Fotografia por: DR
Vera Daves, integrada da Delegação Presidencial que participou na Assembleia-Geral das Nações Unidas, cumpriu uma agenda de encontros junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), em Washington, durante os quais discutiu com Abebe Selassie e evolução do EFF e as perspectivas para a fase posterior ao programa.
"O director do Departamento Africano do FMI deu-nos nota de que a decisão relativamente aos passos que Angola deverá dar com o fim do programa, é soberana”, de modo que "deverá ser Angola a decidir o que fazer”, tendo "o FMI sempre aberto a discutir connosco as diferentes opções e a apoiar-nos”, afirmou a ministra sobre o conteúdo das conversações mantidas com aquele responsável.
O Ministério das Finanças declarou, em nota enviada à nossa Redacção, que os encontros mantidos no FMI, incluindo um outro, com o chefe de Missão para Angola, Marshall Mills, "servem de antecâmara” para as reuniões técnicas entre equipas do Governo, BNA e da instituição multilateral, previstas para o mês de Outubro, no quadro do Artigo IV, naquela que será, também, a última avaliação do EFF.
O documento anuncia um encontro mantido com o vice-presidente do BM para África, Haffez Ghanem, onde foram analisados projectos financiados pela instituição em Angola, como o MOSAP II, apoio à compra de vacinas, abastecimento de água e apoio à tesouraria.
O Banco Mundial está,  igualmente, a apoiar a definição de políticas do próximo Programa de Desenvolvimento Nacional, com foco para o agronegócio, infra-estruturas, formação de capital humano e criação de leis de estímulo ao sector privado.
Com o Banco Mundial e o FMI, a ministra das Finanças abordou, igualmente,  algumas questões organizativas que se prendem com as respectivas constituências, lideradas,  nomeadamente, por Armando Manuel, ex-ministro angolano das Finanças, e Ita Mary Mannathoko. 

Nesses encontros foram avaliadas as perspectivas de apoio à concepção de medidas de políticas, relacionamento com as instituições de Bretton Woods (FMI e BM), com base na experiência de outros países da região.
   Financiamento do Eximbank é discutido em Washington
A ministra das Finanças discutiu com o presidente do Eximbank dos Estados Unidos, em Washington, os termos de um eventual financiamento do banco norte-americano a Angola, para financiar projectos inseridos no Programa de Investimentos Públicos.
No encontro mantido com Kimberley Reed, foram discutidas acções a adoptar para depois da assinatura de um memorando de entendimento que dá lugar "à abertura de um caminho para a cooperação económico-financeira entre os Estados Unidos da América e Angola, em suporte a alguns projectos inseridos no Programa de Investimento Público”, disse Vera Daves.
As discussões, indicou, procuraram alinhar os termos do financiamento do Eximbank à Estratégia de Endividamento de Médio Prazo do Governo, "para assegurarmos que são os melhores possíveis e não adicionam stress à nossa situação de tesouraria e são compatíveis com a nossa visão de endividamento público”.
Duas empresas norte-americanas alistaram-se para investimento em Angola, ao abrigo de financiamentos do Eximbank dos Estados Unidos, disse Kimberley Reed à ministra das Finanças.

De acordo com Vera Daves, a instituição financeira norte-americana "deu nota de que já há manifestação de interesse de,  pelo menos, duas empresas americanas interessadas” em beneficiar os mecanismos de financiamento instituídos entre Angola e o banco.

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