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FLN vence eleições legislativas na Argélia

A Frente de Libertação Nacional (FLN), o partido no poder na Argélia, venceu as eleições legislativas de sábado passado, num contexto de uma abstenção histórica e crise política, anunciou a Autoridade Nacional Independente das Eleições (ANIE), citada, ontem pela Lusa.

18/06/2021  Última atualização 05H35
As eleições registaram uma participação de 23 por cento © Fotografia por: DR
De acordo com os dados da ANIE, a taxa de participação não ultrapassou os 23 por cento, inferior à registada nos mais recentes escrutínios, um resultado muito fraco mas que diversos analistas consideram como "real”, ao contrário das taxas de participação da era do ex-Presidente Abdelaziz Bouteflika. Em mais de 24 milhões de eleitores, a ANIE contabilizou 5,6 milhões de votantes, e mais de um milhão de votos nulos.


No referendo de Novembro passado, a abstenção tinha atingido os 70 por cento, tendo agora aumentado para os 77 por cento.

Apesar deste alheamento da população, a vitória da FLN constitui uma surpresa, pelo facto de ser considerado como "moribundo” devido ao seu compromisso com o Presidente deposto Bouteflika, forçado a demitir-se em 2019 pelo ‘Hirak’- um inédito movimento de contestação que apelou ao boicote eleitoral com algumas forças da oposição -, mesmo que o partido mantenha uma longa tradição e implantação.


Ex-partido único e principal formação do anterior Parlamento, a FLN registou, no entanto, um importante recuo em número de lugares, indicam os primeiros números oficiais. Esta formação garantiu 105 dos 407 lugares de deputados, seguido pelos candidatos independentes com 78 assentos. A principal formação islamita do país legalizada, o Movimento da Sociedade para a Paz (MSP),  alcançou a terceira posição com 64 lugares.

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