Economia

Firmas pedem criação de um banco mineiro

Matias da Costa | Cuito

Jornalista

O secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Correa Victor, prometeu a adopção de mecanismos para financiar a exploração de diamantes, ao falar, quarta-feira, no Cuito (Bié), a representantes de companhias de produção semi-industrial, num encontro em que foi solicitada a criação de um banco mineiro no país.

28/05/2021  Última atualização 09H46
Secretário de Estado para os Recursos Minerais © Fotografia por: Agostinho Narciso |Edições Novembro
Em propostas apresentadas durante a reunião, as empresas Chitembo Salaza e Nharea Diamond defenderam a abertura de uma instituição de crédito vocacionada para o financiamento da exploração de diamantes, o que consideram que vai aliviar os enormes constrangimentos que as pequenas indústrias de diamantes atravessam para operar.

Segundo o consultor da Chitembo Salaza Anacleto Domingos, as operadoras semi-industriais instaladas no Bié são todas nacionais, empregam 885 trabalhadores geram fluxos de capital viáveis para auferimento e o reembolso de crédito.
Essas empresas precisam, contudo, de uma injecção de fundos para que a exploração de diamantes por pequenas indústrias seja mais formal, garanta a estabilidade do emprego e pague os impostos de forma pontual.

O secretário de Estado para os Recursos Minerais prometeu o estudo de mecanismos, com a banca, para concretizar o projecto de financiar a exploração de diamantes, mas solicitou que as empresas apresentem garantias credíveis, para não criarem embaraços aos bancos.

O Bié tem inscritas nove empresas na exploração de diamantes, mas só duas, a Chitembo Salaza e Nharêa Diamond, vendem com frequência à Sodiam, a estatal encarregue da comercialização, as quais, segundo o secretário de Estado, este ano comercializaram um volume de 12 mil quilates.
A província é a maior vendedora na categoria das pequenas indústrias de diamantes, refere o documento citado pelo secretário de Estado.

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