Economia

Financiamento das PME na Bolsa em preparação

Vânia Inácio

Jornalista

A Comissão do Mercado de Capitais(CMC) lançou, esta quarta-feira(4), em Luanda, o “Programa Emergentes”, para financiamento de cerca de 20 Pequenas e Médias Empresas (PME) via Crowdfunding (empréstimo de capital) e capital de risco.

05/05/2022  Última atualização 10H55
© Fotografia por: DR

De acordo com  a subdirectora do Gabinete de Desenvolvimento de Mercado da Comissão do Mercado de Capitais, Juceline Paquete, o programa, com duração de três anos, engloba sete fases que vão desde o período de candidatura (que começou ontem), passando pela avaliação e mentoria, até à admissão no segmento alternativo da bolsa.

O programa inaugura uma nova fase do mercado de capitais  e enquadra-se nas acções de promoção do mercado de capitais, permitindo que a economia angolana tenha opções de financiamento mais diversificadas.

O projecto nasce, ainda, com o objectivo de orientar e apoiar  PME´s com elevado potencial em diversos estágios de crescimento, a aprimorar as práticas de governação e gestão, bem como a maturar produtos e serviços, por forma a habilitá-las a emitir instrumentos financeiros no mercado de capitais.

 Juros mais baixos

A presidente da Comissão do Mercado de Capitais, Maria Uini Baptista, explicou, ao Jornal de Angola, que as taxas aplicadas serão mais "apreciadas”, em comparação com as existentes no mercado, inclusive nos bancos comerciais.

Sem definir um tecto de financiamento, Maria Uini Baptista informou que o tipo de financiamento que a CMC oferece depende da apetência dos investidores e capacidade e necessidades das empresas.

"O mercado de capitais é diferente e é toda a preparação de uma operação que vai definir o montante e a taxa de juro a aplicar pela maturidade e as taxas tendem a ser mais apreciadas do que no mercado bancário”, sublinhou.

O projecto inclui programas de consultoria e auditoria para direccionamento sem custos adicionais, com os parceiros operacionais como a Delloite, Acelera Angola, Academia do Empreendedor e Ernst &Young.

Estão habilitadas a participar do programa pequenas e médias empresas beneficiadas pelo Programa de Apoio à Podução, Diversificação de Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) com potencial de geração de valor de exportação e substituição de importações, como tecnologias de informação, alimentação e agro-indústria.

Para participar neste segmento, as empresas deverão garantir, entre outras valências, elevado grau de potencialidade e capacidade de crescimento, para uma mais fácil atracção de investimento.

O "Programa Emergentes” poderá funcionar como uma porta de entrada dessas empresas para o mercado da Bolsa, caso apresentem condições necessárias para o efeito. O presidente do Conselho de Administração do INAPEM, João Cossi, disse no discurso de abertura que o programa vai permitir o financiamento das empresas via CMC e potenciá-las para desempenharem um papel importante no fornecimento de bens e serviços. "Com este programa, auguramos que as ‘startups’, as pequenas e médias empresas ganhem  mais robustez e estejam  melhor  preparadas para as adversidades do mercado que está cada vez mais competitivo”.   

De acordo com  João Cossi, é necessário todos os parceiros e autores convergirem para que, no final, as "startups”, as pequenas e médias empresas encontrem no mercado serviços e soluções que reflictam as suas exigências.   

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