Política

Finanças lamenta morte de ex-ministro

A direcção do Ministério das Finanças manifestou, domingo (10), sentimento de pesar pelo falecimento do ex-ministro do sector, Eduardo Leopoldo Severim de Morais, ocorrido, sábado, em Lisboa, Portugal, vítima de doença.

11/10/2021  Última atualização 08H58
Economista ocupou a pasta das Finanças de 2008 a 2010 © Fotografia por: Rogério Tuty | Edições Novembro
Numa mensagem de condolências, a direcção do Ministério das Finanças sublinha que Severim de Morais foi  um alto quadro da administração do Estado angolano, tendo desempenhado, "com máximo brio, competência e dedicação inolvidáveis funções".


Dentre as funções exercidas por Severim de Morais,   licenciado em Economia pela Universidade do Oriente em Santiago de Cuba, destaca-se a de vice-ministro das Finanças de 1996 a 1997, vice-ministro do Planeamento de 1997 a 2002, vice-ministro das Finanças de 2002 a 2008 e  ministro das Finanças de 2008 a 2010.

Severim de Morais foi, ainda, membro do Secretariado do Programa de Saneamento Económico e Financeiro (SEF), vice-ministro do Trabalho para a Área Económica (1990-1992), vice-ministro da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (1992-1994), vice-ministro do Planeamento e Coordenação Económica (1994-1997). Nas vestes de ministro das Finanças, Severim de Morais enfrentou a crise de 2008 e negociou, com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o primeiro programa de assistência e recuperação económica ao país, o Stand-by Arrangment, para fazer face aos choques da queda do preço do petróleo e à "crise do subprime” instalada no sistema financeiro internacional.


No plano pessoal, Severim de Morais foi gestor empresarial e bancário, para além do seu "abnegado empenho" no ensino e formação de quadros enquanto docente universitário na Faculdade de Economia da Universidade Agostinho Neto, desde 1983.


O malogrado foi também professor convidado da Universidade Lusíada de Angola e do Instituto Superior Politécnico da Tundavala, no Lubango, sua terra natal, onde nasceu a 31 de Julho de 1950 e onde residia.

"O seu abnegado e incontestado serviço à Pátria é certamente um traço e um legado que vai perdurar de forma indelével, especialmente para as gerações mais jovens de quadros deste Ministério, ao qual serviu ao longo de vários anos e em diferentes funções" lê-se na nota de condolências.

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