Cultura

Filmes brasileiros são apresentados na capital

Os filmes “A floresta aberta”, de Barbara Marcel, e “Iracema terceirizada”, de Érica Zíngano, são os principais destaques de uma sessão de cinema, a ser realizada hoje, às 17h30, na galeria do Banco Económico, em Luanda.

10/05/2022  Última atualização 08H50
Produção destaca impacto da floresta da Amazónia © Fotografia por: DR

A exibição, que é seguida de um debate com as autoras, é uma iniciativa do Laboratório de Crítica e Curadoria, em parceria com a galeria Movart. Durante os debates, as realizadoras vão falar em torno das possíveis narrativas da linguagem visual e a relação desta com o espaço/paisagem no meio cultural.

O debate é conduzido pelo curador Luamba Muinga e enquadra-se na programação da exposição colectiva "Narrativas”, patente na galeria do Banco Económico até 30 de Junho deste ano.

"A Floresta aberta”, curta-metragem de Barbara Marcel, produzida em 2017, tem como foco a floresta da Amazónia. A produção foi feita durante uma residência internacional de Arte e Ciência da realizadora, que procurou desmistificar o imaginário colonizado e as consequências deste processo. Sob uma forma ensaística, o filme analisa, também, as consequências do efeito estufa para a floresta da Amazónia, sua flora e habitantes.

A autora, Barbara Marcel, usou a experiência obtida como pesquisadora, interessada nas raízes culturais, em especial na relação epistemológicas entre o Brasil e a Alemanha, para dar outro enfoque ao filme.

A produção "Iracema Terceirizada” destaca algumas questões contemporâneas sobre a cultura brasileira, com foco em algumas políticas públicas e sobre as artes, como  forma de repensar lugares canónicos e enaltecer o papel da memória na invenção dos mitos e de alguns monumentos.

Movido pelo desejo de exercitar a invenção, colectividade e a transversalidade, a autora, Érica Zingano, explora, no filme, linguagens e campos artísticos como um exercício político quotidiano.

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