Cultura

Filme angolano no Festival de Roterdão

Roque Silva|

Jornalista

O filme “Nossa Senhora da Loja Chinês”, do realizador Ery Claver, faz parte do cartaz da 51ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roterdão, na Holanda, que começa de 26 deste mês até 6 de Fevereiro.

03/01/2022  Última atualização 10H26
Realizador Ery Claver está a representar o país © Fotografia por: DR
A longa-metragem de ficção, com o selo da produtora Geração 80, disputa a categoria "Bright Future” ("Futuro Brilhante”), secção na qual são seleccionados os talentos emergentes individuais, que trabalham com temas originais. A presença do filme no festival é um sinal positivo para a produtora Geração 80, que participa pela segunda vez no acto, depois de, o ano passado, o ter feito com "Ar Condicionado”, da autoria de Ery Claver.
Esta edição do Festival de Cinema de Roterdão, que celebra a riqueza e diversidade numa programação traduzida em ideias e pensamentos, procura juntar extremos opostos de um espectro vanguardista.

A produção "Nossa Senhora da Loja do Chinês” foi rodada em vários pontos de Luanda e aborda várias questões urbanas, com realce para a presença chinesa no país. O enredo gira em torno de Domingas, uma senhora amargurada pela perda da única filha, que vê o marido Bessa, à beira da morte. Para reconstruir o lar destroçado, decide comprar uma pequena estátua de plástico da Virgem Maria, vendida na loja de um cidadão chinês de nome Zhang Wei.
O filme reúne elementos da junção de cinco curtas-metragens desenvolvidas em diferentes edições do projecto artístico "Fuckin’ Globo”, entre as quais "Lúcia no Céu com Semáforos” (2018), e "Enóquio que não tinha coração” (2020).
Natural de Luanda, Ery Claver é realizador e director de fotografia, cuja arte foi aprimorada em várias formações, no país e não só. Ao longo da carreira como fotógrafo participou na exposição colectiva "Dipanda Forever”, da Trienal de Luanda, e expôs, pela primeira vez, a título individual, "Notas Sobre Aqui”, no Fórum de Arquitectura, da Universidade Lusíada de Luanda.
Em 2008, fez, em Lisboa, um estágio como operador de câmara e assistente de realização, na produtora "Até o Fim do Mundo”, onde participou, também, na curta-metragem "Momentos de Glória”, de António Duarte.

Na produtora Geração 80 entrou em 2013, trabalhando nas curtas-metragens "Concrete Affection - Zopo Lady” e "Havemos de Voltar”, realizadas pelo artista Kiluanji Kia Henda.

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