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Filipe Nyusi e Antony Blinken debatem situação em Cabo Delgado

O Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, mantiveram, ontem, contacto telefónico, durante o qual foi debatida a violência armada em Cabo Delgado, anunciou a Presidência moçambicana em Maputo.

15/07/2021  Última atualização 10H45
Província moçambicana de Cabo Delgado é vítima de violência armada desde 2017 © Fotografia por: DR
Segundo um comunicado da Presidência moçambicana, Filipe Nyusi informou o secretário de Estado norte-americano sobre as necessidades humanitárias do país face à violência no Norte de Moçambique.
As duas personalidades  falaram, ainda, da ajuda da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e do Rwanda, que disponibilizam forças para apoiar o Exército moçambicano no combate contra os grupos armados em Cabo Delgado. 

"O secretário de Estado terminou o contacto manifestando solidariedade para com Moçambique, na luta contra o terrorismo e transmitiu condolências ao povo e Governo de Moçambique pelas vidas perdidas na província de Cabo Delgado, vítimas do terrorismo”, refere a nota.Grupos armados aterrorizam a província desde 2017. Alguns ataques são reivindicados pelo grupo "jihadista” Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.800 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED, e 732 mil deslocados, de acordo com a ONU.

Além da violência na província do Norte de Moçambique, Filipe Nyusi e Antony Blinken discutiram o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) de guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, no âmbito do acordo de paz assinado entre o Executivo moçambicano e aquele partido em 2019.

Também foi alvo de debate a resposta à Covid-19 nos dois países e outros temas da cooperação económica, concretamente no domínio do comércio e investimentos, refere o comunicado.

"As partes foram unânimes ao classificar o contacto bastante produtivo e importante para o reforço das relações de amizade e cooperação em prol do desenvolvimento das duas nações”, conclui o documento da Presidência moçambicana.

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