Sociedade

Filhos de angolanos querem votar em 2022

Angolanos residentes em Setúbal, Portugal, manifestaram, naquela cidade, interesse dos filhos nascidos naquele país obterem o Bilhete de Identidade, para poderem participar nas próximas eleições gerais em Angola, marcadas para 2022.

22/11/2021  Última atualização 08H25
Setúbal acolheu encontro entre embaixador e comunidade © Fotografia por: DR
De acordo com a Angop, o interesse foi manifestado durante um encontro de auscultação do embaixador de Angola em Portugal, Carlos Alberto Fonseca, com a comunidade angolana residente em Setúbal.

Os interessados lembraram terem o direito de obter a nacionalidade angolana, apesar de terem documento que lhes atribui a cidadania portuguesa, porquanto os seus progenitores são nacionais.

Conceição Dias dos Santos, residente em Portugal há 27 anos, disse ter uma filha de 22 anos que não possui o bilhete angolano.

Danilson Kidido considerou que tratar documento angolano tem sido difícil, porque muitas vezes a informação não flui.
O Consulado de Angola em Lisboa já realizou várias campanhas de registo e tratamento do Bilhete de Identidade, mas que às vezes passava despercebido, porque a informação não era bem divulgada.

Considera serem necessárias mais campanhas do género, devendo os serviços irem ao encontro das comunidades. O embaixador Carlos Alberto Fonseca disse terem sido anotadas todas as preocupações, que deverão ser resolvidas junto das instituições correspondentes. Enfatizou ser importante que os cidadãos tenham os documentos em dia, para evitar constrangimentos. O diplomata informou que, em Ja-neiro de 2022, início o processo de registo eleitoral oficioso, acção que vai permitir que todo o cidadão angolano exerça o seu direito de voto nas próximas eleições.


Criação de condições no Brasil

O embaixador de Angola no Brasil e os cônsules gerais no Rio de Janeiro, São Paulo e Venezuela reuniram-se, em Brasília, para analisar questões pontuais sobre o registo eleitoral no exterior.

Segundo comunicado da missão diplomática em Brasília, divulgada no sábado, Florêncio de Almeida chamou, quinta-feira, os cônsules para estudarem mecanismos para  a criação de condições visando a actualização presencial do registo eleitoral dos cidadãos angolanos residentes no Brasil e na Venezuela.

No encontro deliberou-se a necessidade de intensificação das actividades e visitas consulares itinerantes e a melhoria da prestação de serviço às comunidades, assente na criação de espaços de diálogo e concertação, a busca de alternativas e soluções para os problemas da diáspora angolana.

Questões sobre identificação, registo e concessão de cartão consular, bem como maior aproximação aos cidadãos nacionais mereceram, igualmente, a atenção dos participantes da iniciativa. Recomendou-se reforçar as acções de comunicação junto das comunidades com o objectivo de se assegurar a melhor percepção das fases precedentes e subsequentes do registo eleitoral oficioso de cidadãos maiores.

Por último, foi recomendado o cumprimento integral das medidas de biossegurança contra a Covid-19, nomeadamente, o distanciamento e a higienização nas diferentes fases das acções programadas, por forma a salvaguardar a vida humana.

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