Economia

FILDA 2022 é anunciada para meados de Julho

Helma Reis

Jornalista

A 37ª Feira Internacional de Luanda (FILDA-2022) é realizada de 12 a 16 de Julho, na Zona Económica Especial (ZEE), sob o signo da retoma da actividade económica no país iniciada em 2021, depois de um ciclo recessivo de cinco anos, estando consagrada ao papel das tecnologias no desenvolvimento.

18/06/2022  Última atualização 07H45
FILDA deste ano pode recupoerar o fulgor dos anos de crescimento © Fotografia por: Contreiras Pipa| Edições Novembro

Isso mesmo foi dito pelos promotores do certame, o Ministério da Economia e Planeamento, e os organizadores, a empresa Eventos Arena, ao apresentarem à imprensa a FILDA 2022, que decorre sob o lema "Tecnologias Disruptivas como Factor   de Desenvolvimento  Económico”,

"A presente edição da Feira Internacional de Luanda ocorre num momento particularmente importante do desempenho da nossa economia, que recupera dos efeitos da redução acentuada do preço do petróleo no mercado internacional, bem como dos efeitos da pandemia da Covid 19”, afirmou, na apresentação, a secretaria de Estado para a Economia, Dalva Ringote Allen.

Constitui, prosseguiu, um evento de promoção e oportunidade de negócio e partilha de visões estratégicas empresariais, com uma perspectiva de identificação de novos mercados e consolidação das empresas.

O presidente do Conselho de Administração da Eventos Arena, Bruno Albernaz, anunciou que está prevista a participação de 600 expositores e que 275 tem já a  participação confirmada.

Nesse domínio, destaca-se a vinda de missões oficiais de nove países com 89 empresas, contando-se inscrições confirmadas de empresas nacionais e, também, de estrangeiras provenientes da África do Sul, Alemanha, Namíbia, Polónia, Reino Unido, Coreia do Sul, China e Portugal.

Segundo Presidente  do Conselho  de Administração da Eventos Arena, a 37ª  edição estabeleceu um pacote especial para as empresas emergentes do sector das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), as startups, com uma redução de 70 por cento do valor a pagar pela participação uma empresa de um jovem empreendedor  com negócios nesse domínio.

"O nosso objectivo é integrar, num mercado mais robusto, os pequenos empreendedores, pequenos negócios e  microempresas, criando uma   interligação que gere mais negócios e proporcione investimento e oportunidades de negócio para  quem a precisa de um impulso para começar a sua actividade”, sublinhou.

 

Principais atracções

A realização da feira, avaliada em 275 milhões de kwanzas reserva, além da componente tecnológica, exposições, de  alimentos  e de produtos diversos, bem como seminário de formação capacitação para empreendedores em questões como inovação e tecnologias de informação.

Bruno Albernaz destacou o Startup Smumit 2022 que representa uma oportunidade para os jovens empreendedores que tem um papel relevante no processo de diversificação da economia, contribuindo para a inovação e o desenvolvimento humano, organizacional e tecnológico.

 Outra novidade é a apresentação do selo "Feito em Angola” reformulado, que passa a apresentar-se com maior notoriedade e a ser susceptível de conferir maior valorização à oferta dos bens e serviços com elevada incorporação nacional, além de possuir características de segurança.

 A feira em causa enquadra-se nas acções do executivo que visam a concretização das funções do Estado como grande impulsionador do processo de diversificação da economia nacional, cuja competitividade interna e externa se impõem já a curto prazos, disse a organização.

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