Economia

FILDA 2020 continua marcada para meados de Julho na ZEE

A 36ª Feira Internacional de Luanda, FILDA 2020, é realizada conforme o programado e não há indicação que registe qualquer adiamento ou alteração do período da promoção do certame, garantiu o presidente do Conselho de Administração do Grupo Eventos Arena, a empresa que organiza a exposição.

18/04/2020  Última atualização 19H02
Edições Novembro © Fotografia por: Reveladas condições para a realização da feira na data prevista

A maior exposição de negócios do país acontece de 14 a 18 de Julho nas instalações da Zona Económica Especial Luanda - Bengo (ZEELB). Em declarações ao Jornal de Angola, Bruno Albernaz confirmou terem decorrido, antes do Estado de Emergência, reuniões para avaliar o assunto da FILDA, na relação com os níveis de expansão da pandemia de Covid-19 em Angola, tendo sido mantida a data como concertada inicialmente. 

“Os eventos programados para o segundo semestre deste ano serão todos realizados, mas estamos a acautelar os aspectos da evolução da doença que acontece no mundo, pois serão cumpridas as orientações sobre os métodos de biossegurança e o distanciamento social, conforme recomendam as autoridades sanitárias”, disse. O processo de inscrições para os expositores decorre sem grandes sobressaltados, apesar de ter havido algum receio no mês de Março, por causa da evolução da doença à escala global.

Participações renovadas

A organização prevê receber, num espaço de 28 mil metros quadrados, mais de 700 exportadores, um número similar ao da edição passada.
Bruno Albernaz informou que os expositores tradicionais, sobretudo a nível dos países, já renovaram as inscrições e tudo indica que muitos vão participar na maior bolsa de negócios de Angola.
Entre os países convidados, destacam-se Portugal, Alemanha, Indonésia, Turquia, França, Índia, China, Reino Unido, Noruega, Suécia, Suíça, Israel, Brasil, Japão, Bielorrússia, Uruguai, Macau e Itália. O responsável da empresa de eventos disse que a feira é uma alavanca para os negócios das empresas e muitas devem aproveitar a oportunidade para a venda ou a exibição do “know-how”, apesar do contexto adverso da economia. Contudo, Bruno Albernaz garantiu que as condições estão criadas para o êxito do evento de cariz internacional. “Este é o momento difícil para todos, mas o país não deve parar.
A produção, a cadeia de distribuição e dos negócios devem continuar, nem que se trabalhe em dias redobrados para a retoma da actividade económica”, afirmou, considerando que a pandemia está a enfraquecer as economias, sendo a África o continente que mais sofrerá devido ao fornecimento, do exterior, de matérias-primas que garantem a intensificação da produção local.

“As feiras ajudam sempre na dinamização de qualquer mercado. Não se deseja que haja um contínuo aumento do desemprego ou a perda do poder de compra da população, pois quando mais investimentos houver, melhor será para o país e temos que nos unir, adaptando os cenários à nossa realidade”, concluiu.  A última edição da FILDA decorreu entre 9 e 13 de Julho, com a participação de 21 países, mais três que em 2018.
Além da exposição, realizou-se uma conferência internacional sobre modalidades de financiamento para o desenvolvimento económico, com duração de três dias e oradores internacionais, que apresentaram programas de incentivo ao crescimento da economia.
Habitualmente, a FILDA encerra com uma gala de premiação, onde são distinguidas as empresas com maior “performance” na organização da exposição.

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