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Filas nos balcões dos bancos deixam clientes agastados

A população de Mbanza Kongo, província do Zaire, continua a enfrentar dificuldades para realizar movimentos bancários junto dos balcões, devido às enormes filas, em consequência das medidas de restrição impostas no âmbito da prevenção e combate à Covid-19.

01/07/2020  Última atualização 10H26
DR © Fotografia por: População de Mbanza Congo com dificuldades de aceder aos bancos locais

Embora as actividades laborais tenham retomado a 100 por cento, desde segunda-feira, as entradas nas dependências bancárias, segundo constatou o Jornal de Angola, têm sido limitadas ou seja, uma pessoa de cada vez, para se evitar o acúmulo de clientes no interior, em cumprimento das medidas contra o novo coronavírus.

A situação tem os obrigado muitas pessoas a chegarem às 4h00 de madrugada nas dependências bancárias, para ocuparem os primeiros lugares na fila, mas mesmo assim, muitos não têm sido atendidos e voltam a tentar no dia seguinte. Para os que possuem cartões multicaixa o quadro não muda muito.

Suzana Morena, professora do I Ciclo, disse que há dois dias chega às 4h00 de madrugada junto da única dependência do Banco de Poupança e Crédito (BPC) em Mbanza Kongo, para tentar levantar o salário.

“Vim levantar o dinheiro, mas o BPC está sempre muito cheio. Ontem fiquei na fila das 4h00 às 14h00. Logo que cheguei à porta, o segurança disse-me que o tempo de atendimento tinha terminado. Hoje estou novamente na fila desde às 4h00 e até agora (10h00), ainda não fui atendida”, lamentou.

De acordo com a Suzana Morena, o maior problema reside no facto de as pessoas que chegam tarde desrespeitarem a ordem da fila, sobretudo os militares, bem como a lentidão por parte dos funcionários bancários".

“Mesmo os funcionários do banco a trabalhar a 100 por cento desde segunda-feira, o atendimento continua lento", lamentou.

O inspector-chefe da Polícia Nacional, Marcos Simão Fazendeiro, 59 anos, destacado na escola de formação policial no Nzawevua, 75 quilómetros da cidade de Mbanza Kongo, foi obrigado a passar a noite fora do local em que cumpre missão para levantar o salário a partir de um ATM.

“De facto vejo muitas falhas no atendimento bancário nesta cidade. Uma região como Mbanza Kongo devia ter mais dependências, principalmente do BPC, onde levantamos os salários. Apenas uma dependência dificulta muito a vida dos cidadãos. Tivemos que dormir aqui, e graças a Deus conseguimos fazer os movimentos a partir do multicaixa”, disse.

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