Cultura

Festikongo arranca em Julho com exposições e conferências

O programa do Festival Internacional da Cultura e das Artes Kongo (Festikongo), edição 2021, a decorrer de 1 a 8 de Julho, inscreve uma conferência e exposições sobre “Mbanza Kongo: cidade Património Mundial”.

18/06/2021  Última atualização 05H45
Ritual tradicional no cemitério dos antigos reis do reino do Kongo é um dos legados mais antigos preservado por gerações © Fotografia por: Garcia Mayatoko | Edições Novembro | Mbanza Kongo
De acordo com o coordenador adjunto do Comité de Gestão Participativa do Centro Histórico, Biluka Nsakala Nsenga, está também previsto um culto ecuménico, em homenagem à profetisa Kimpa Vita, uma figura espiritual representativa do antigo Reino do Kongo.


Explicou que a conferência será realizada em formato virtual devido as limitações impostas pela Covid-19, devendo contar com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros.
O Festikongo é uma recomendação feita pela UNESCO aquando da inscrição de Mbanza Kongo na lista do Património Cultural da Humanidade, em 8 de Julho de 2017, que previa a realização de três edições anuais consecutivas, nesta cidade.


O propósito é de fomentar o desenvolvimento sustentável e também unir os povos do mosaico cultural Kongo, assim como incentivar a troca de experiência entre estes nos mais variados domínios.


A primeira edição realizou-se em Julho de 2019 para celebrar o segundo aniversário da inscrição desta cidade pela UNESCO. Previa-se a realização da segunda edição em 2020, adiada devido ao surgimento e a propagação da pandemia da Covid-19.


Mensalidade

Por outro lado, Biluka Nsakala Nsenga informou que o Comité de Gestão Participativa do Centro Histórico de Mbanza Kongo recebe, mensalmente, sete milhões de kwanzas para trabalhos de manutenção e conservação dos atributos culturais locais que permitiram a inscrição desta cidade.
O dinheiro, precisou, tem sido gasto para a limpeza e conservação dos monumentos, nomeadamente o Kulumbimbi, o Cemitério dos Reis do Kongo, o túmulo de Dona Mpolo, o Tady Dia Bukikwa e o Nsungi a Tadi.

Segundo o responsável, a sociedade civil, no município, tem prestado também o apoio nesta actividade.
Entretanto, alguns munícipes que falaram à Angop entendem que o valor que o Comité de Gestão recebe podia servir para outras acções em prol da divulgação e promoção do potencial cultural e artístico da localidade.


"É preciso dar uma maior atenção às pessoas que têm trabalhado em prol da protecção e valorização dos sítios e monumentos históricos locais”, disse o estudante António Mwanza, para quem este valor, se bem gerido, poderia servir para promover, regularmente, conferências sobre Mbanza Kongo.

Justificou que a realização de conferências ou colóquios ajudaria esclarecer aos munícipes, a importância de um património mundial e o seu impacto na melhoria da sua condição de vida.
Os munícipes devem ser envolvidos neste projecto, para incutir neles o espírito de auto pertença”, defendeu.



Os valores culturais (materiais e imateriais) deste antigo centro político e administrativo do Reino do Kongo são considerados atributos excepcionais que datam antes da chegada da colonização portuguesa, em 1482.

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