Sociedade

Fernando Pacheco lança “Conversas interpelantes na Mulemba” e “Crónicas da nossa terra”

O engenheiro agrónomo e activista Fernando Pacheco lança, nesta quinta-feira e sábado, em Luanda, as obras “Conversas interpelantes na Mulemba” e “Crónicas da nossa terra”.

30/06/2022  Última atualização 00H56
© Fotografia por: CEDIDA

Com chancela da editora Kacimbo, os títulos condensam a visão do analista sobre Angola e estabelecem um diálogo com as novas gerações. A primeira sessão de autógrafos acontece no Centro Cultural Brasil em Angola (CCBA) a partir das às 16 horas. A segunda está programada uma sessão de autógrafos, seguida de conversa com o autor na Livraria Kiela, a partir das 11 horas.

Em "Conversas interpelantes na Mulemba”, o engenheiro agrónomo e pioneiro da ADRA (Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente) condensa as crónicas e análises que publicou ao longo de mais de treze anos na imprensa angolana.

O compêndio tem o prefácio do académico Manuel Ennes Ferreira, que realça a "escrita solta” e o "raciocínio estruturado” com que Fernando Pacheco "observa, analisa, critica, aplaude, se irrita ou se incomoda ou mesmo se exaspera com o dia-a-dia do país”. Esta lente permite ao autor "dar um fio condutor da leitura dos desafios que Angola enfrenta desde o retomar da normalidade formal eleitoral em 2008.”

"Olhar o passado recente e a espuma dos dias inquietantes de hoje, aqui tão bem retratados e angustiadamente transpostos à escrita, é um acto de cidadania”, escreve Manuel Ennes Ferreira.

Num outro registo, mas com as mesmas preocupações (o país como pano do fundo), em "Crónicas da nossa Terra” o autor estabelece um diálogo intergeracional.

"Fernando Pacheco defende que é necessário um compromisso com as novas gerações, dando resposta aos seus anseios e necessidades, sem esquecer a dignidade a que as gerações mais velhas têm direito. Se assim não for, Angola poderá rapidamente encontrar-se numa encruzilhada, onde todas as estradas irão dar ao mesmo destino triste”, alerta João Neves no prefácio da obra.

Desta forma, descreve o prefaciador do livro, pretende reflectir os anseios dos mais jovens "a quem foi vendido o sonho justo de uma vida melhor que a dos seus pais e avós” e que "já não aceitam viver nas mesmas condições que eles, e ainda aceitam menos as justificações dadas pelos governantes para os seus sonhos adiados, ao mesmo tempo que continuam a ver o acentuar dramático das desigualdades sociais: uma pequena elite que tudo pode e tudo tem e uma imensa maioria a quem são negados os direitos mais elementares”.

Com "Conversas interpelantes na Mulemba” e "Crónicas da nossa terra”,a editora "Kacimbo” (nesta colecção "Afluentes") promove a obra de um dos mais destacados analistas angolanos, ao mesmo tempo que fomenta a discussão sobre política, sociedade e economia nacionais, num ano marcado pelas eleições gerais no país.

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