Sociedade

Feira Internacional da moda quer atrair investidores

JA Online

Atrair investidores para o mercado da moda, posicionar a industria têxtil e a promoção dos selos dos produtos feitos em Angola são os objectivos da 2ª Edição da Feira Internacional de Negócios da Moda e Têxtil que decorrerá de 27 a 30 do corrente mês, em Luanda.

24/10/2022  Última atualização 16H50
© Fotografia por: Arsénio Bravo | Edições Novembro

Também designado por  "AO International Trade Show” O projecto visa dar mais oportunidade a vários jovens artistas que queiram trabalhar e possam responder a demanda no mercado da moda, como artistas plásticos, ilustradores, designers, ilustradores, artesãs entre outros. Informou esta segunda-feira(24), em conferência de impressa no Palácio de ferro, Cláudia Mittler, a fundadora do projecto.

"Com este evento queremos apresentar uma feira diferente em relação as outras onde incluíam não apenas a moda mas outras actividades. Para isso criamos um Stand onde os artistas e manequins poderão apresentar as suas criações”.

Segundo a Cláudia Mittler, Angola ainda é pioneira no ramo da moda e precisa dar ao conhecer ao mundo a sua realidade. Por outro lado as dificuldades na obtenção da matéria prima tornam os produtos mais caros e o acesso limitado. "temos a Textang que produz os tecidos de algodão, mas também trabalhamos com outros tipos de tecido como a seda o que não existe, e temos que encontrar nos mercados internacionais".

A feira vai promover a interacção comercial entre as empresas, expositores e os compradores de moda nacional e internacional.

Para uma melhor qualidade, Cláudia Mittler aponta a formação como a grande aposta no sector, por isso considera  que a moda angolana ainda está longe da realidade devido a falta de escolas ou academias, assim como professores formados.

"o sector da moda deve ser reconhecido, e as pessoas  saibam que nós ainda temos muito a fazer em comparação a muitos países da África nós ainda estamos muito longe da realidade da moda”.

"Hoje em dia aparece no mercado pessoas que falam de moda mais não têm um conhecimento sólido”. Observou e confessou que em 2016, desistiu de um projecto por falta de formadores.

Cláudia Mittler disse ainda ser importante o envolvimento e apoio institucional como o Ministério da Cultura e Turismo e o INAPEM(Instituto Nacional de Apoio as Micro Pequenas e Médias empresas).

Apesar da cooperação cultural com as embaixadas, deplora o facto de existirem muitas dificuldades na aquisição do visto quando se pretende participar em eventos fora do país.

Uma vez que a actual tendência são as marcas internacionais com foco na África e nas suas raízes, Cláudia Mittler disse ser necessário investigar cada vez mais.

"é preciso fazer o trabalho de campo, ir as praças e nas províncias procurar talentos e fazer uma mistura de produtos artesanais com qualidade”.

Por isso apela  aos artistas e designers a trabalharem com base nas nossas raízes. "Contarem uma história da peça que vão trabalhar. Buscar os nossos antepassados, visitar aos museus. Saber o que é que já se fez nas gerações passadas”.

Nesta 2ª edição da Feira Internacional de Negócios da Moda e Têxtil estarão presentes a designers Lucrécia Moreira e a Elisabeth Santos para a interacção com a nova geração.

 


Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Sociedade