Desporto

Federação deve informar decisão do Governo à CAF

Honorato Silva

Jornalista

A Federação Angolana de Futebol (FAF) prepara, com carácter de urgência, o envio de uma correspondência à Confederação Africana (CAF) a informar o encerramento das fronteiras a passageiros provenientes da África do Sul, Nigéria, Austrália e Reino Unido.

26/12/2020  Última atualização 19H25
D’Agosto é dos representantes angolanos que tem como adversário uma equipa sul africana © Fotografia por: DR
A reagir à medida conjunta dos ministérios do Interior, Relações Exteriores, Saúde e Transportes, que vigora desde a meia-noite de ontem, devido ao surgimento de uma variante do SARS-CoV-2, "associada a uma transmissão mais intensa da Covid-19”, Rui Costa, membro da direcção eleita da FAF, disse ao Jornal de Angola que está acautelada a defesa dos interesses dos representantes do país nas Afrotaças.  

O secretário-geral do elenco cessante do organismo reitor da modalidade assegurou que, no quadro da gestão corrente, será enviada uma comunicação à CAF, de modo a salvaguardar o enquadramento das equipas angolanas, designadamente 1º de Agosto e Sagrada Esperança, adversários de formações sul-africanas. 

Por se tratar de uma situação de "força maior”, fora da esfera de influência das autoridades desportivas nacionais, alertou Jeremias Simão, ex-presidente do Conselho Técnico da FAF, tem de se escrever para a Confederação, por forma a serem encontradas soluções, ou alternativas, que podem passar pelo adiamento dos jogos e pela indicação de terreno neutro.
  "Já informámos à CAF, às nossas equipas e aos outros intervenientes nos jogos. Só em função do que decidirem as autoridades governamentais, estaremos em condições de avançar caminhos a seguir. Se será feita uma autorização de entrada extraordinária, mediante a apresentação de testes negativos e cumprimento de um período de quarentena, ou se os nossos representantes serão eliminados. 

Agora vamos aguardar pelas instâncias superiores. Ao nosso nível, já comunicámos”, explicou o médico Pedro Miguel, coordenador do protocolo de biossegurança da Federação.   Na corrida à fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões, os militares do Rio Seco, detentores do título do Girabola, têm a decisão da derradeira eliminatória, frente ao Kaizer Chiefs, marcada para o dia 6 de Janeiro, depois do empate (0-0), em Joanesburgo. 

Na mesma data, os diamantíferos da Lunda-Norte, derrotados em casa por 0-1, devem disputar o jogo de resposta, no reduto do Orlando Pirates.   Árbitros em terra 

O encerramento das fronteiras a passageiros provenientes dos referidos países, tidos como principais focos da nova versão da pandemia da Covid-19, deixou em terra os árbitros sul-africanos que dirigiram quarta-feira, no Estádio Municipal dos Coqueiros, o jogo da eliminatória da Nelson Mandela, no qual o FC Bravos do Maquis perdeu (0-1), diante do Motema ya Pembe do Congo Democrático. 

O regresso do quarteto devia acontecer ontem, no voo da TAAG cancelado por força da posição do Executivo angolano, que visa evitar a entrada do vírus. Uma das alternativas cogitadas pela CAF é a mudança para ligações mais próximas, a partir de Luanda, da Emirates e da Ethiopian Airlines.   
Desafios em risco 

Além dos compromissos do 1º de Agosto e do Sagrada Esperança, está igualmente em risco a realização da segunda "mão” do acesso à Liga dos Campeões, entre o Petro de Luanda e o Nkana Red Devils da Zâmbia, por causa da equipa de arbitragem da África do Sul. Os petrolíferos alcançaram um empate (1-1), resultado promissor, no reduto do adversário.
  O impedimento migratório abrange ainda o quarteto angolano composto por António Dungula, Evanildo Martins, Ivanildo Lopes e José Chitumba, nomeado para dirigir no dia 5 de Janeiro, em Joanesburgo, a partida Mamelodi Sundowns – Jwaneng Galaxy FC (Botswana), referente à Liga dos Clubes Campeões.  

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