Economia

Fazenda Santo António produz 16 por cento do arroz do país

A Fazenda Santo António no município de Camacupa, província do Bié, colheu na campanha 2019-2020 a sua primeira safra de quatro mil toneladas de arroz, o que corresponde a 16 por cento da produção do país, anunciou hoje o seu administrador, José Alexandre.

17/07/2020  Última atualização 15H08
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Entrevista à Angop, em Luanda, o gestor disse tratar-se de uma iniciativa que criou 130 postos de trabalho e está em linha com os objectivos do Governo de aumentar a oferta de cereais e reduzir as importações e a consequente poupança de divisas.
Essa produção representa quase um quinto da produção do país, contabilizada em 25 mil toneladas, muito aquém das necessidades anuais internas estimadas em 400 mil toneladas de arroz.

O arroz é o segundo cereal mais consumido em Angola, depois do milho, cujas necessidades em termos de consumo humano e ração animal ascendem as 5,5 milhões de toneladas.

Produção anual

A 25 mil toneladas, produzidas anualmente correspondente a 6 por cento do total importando, daí iniciativas como a da Santo António pretendam produzir em grande escala e participação de forma activa neste “movimento da revolução verde” em Angola.
Em Camacupa, a Santo António, segundo José Alexandre, instalou uma fábrica que tem permitido empacotar 6 toneladas de arroz por hora, que já têm sido vendidos são distribuídas, principalmente, nos mercados locais, sendo que a produção do arroz permite que a casca seja transformada em farelo.

A unidade de processamento de arroz conta com um forno de secagem, máquinas de descasque e embalagem, três silos com capacidade para três mil toneladas de arroz cada, 14 pivôs de irrigação.
Instalada numa área de mais de mil hectares, dos cinco mil previstos, a Fazenda tem como meta, no médio prazo, dobrar a produção actual, em dois períodos de colheita, segundo o seu administrador, José Alexandre.

Independentemente do aumento da capacidade de produção, José Alexandre sublinha não pretender ter como foco as exportações, tendo em conta as necessidades de Angola.
Angola possui, desde o tempo colonial, pequenos produtores de arroz, daí a necessidade de preparar-se insumos e garantir assistência técnica para que em regiões como Kamakupa, obtenham grandes recursos hídricos, com o objectivo de ser um dos maiores celeiros do país.

Redução das importações

Com esse projecto, precisou o empresário, pretendem contribuir para redução das importações, gerar empregos, contribuir para a diversificação da economia, criação de riqueza, integração da população nas comunidades no processo produtivo e atingir a segurança alimentar sustentada, com recurso à produção interna, entre outros benefícios.
Para que a economia não dependa somente dos recursos provenientes do petróleo, no quadro da estratégia da diversificação económica, o Executivo vai manter a aposta no sector agrícola como forma de contribuir para o crescimento da economia, a estabilidade social das famílias, bem como para a redução da fome e da pobreza.

Com a redução da entrada dos produtos alimentares importados, com realce para o arroz, a fazenda A Fazenda Santo António tem o desafio de assegurar esse vazio, segundo José Alexandre.

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