Economia

Fazenda Arrozal: Prodesi concedeu crédito de mais de dois mil milhões

João Constantino | Camacupa

Jornalista

O Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição de Importações (PRODESI) concedeu a Fazenda Arrozal um crédito no valor de dois mil milhões e 86 milhões e 526 mil kwanzas. O valor que vai servir para o aumento da produção do arroz que passará de 600 hectares para mil ainda este ano.

09/10/2020  Última atualização 19H39
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Segundo o vice-governador do Bié para o sector político, social e económico, António Manuel, este é o primeiro e único crédito cedido pelo PRODESI a uma empresa da província do Bié até agora. Durante a sua visita de trabalho e acompanhamento físico e financeiro do Projecto Camicundo (nome da aldeia onde está a fazenda Arrozal), o governante destacou a importância que o PRODESI tem para o incentivo da produção nacional.

O António Manuel avaliou ainda de forma positiva a aplicabilidade daquele valor, que está a permitir a fazenda a materializar, fundamentalmente no aumento de áreas de cultivo, aquisição de materiais, fomento do emprego, energia eléctrica, reabilitação da via de acesso de Camacupa a aldeia de Camucundo, entre outros.

“Este projecto é o primeiro a beneficiar do crédito do PPRODESI na província, e podemos constatar que está sendo muito bem aplicado. Temos outros projectos já aprovados e estamos a espera apenas pela concepção do crédito. Sendo assim, a província terá condições de aumentar a produção local”, afirmou António Manuel.

A directora do gabinete provincial do Desenvolvimento Económico Anacleta Leonardo, que também acompanhou o governante na sua deslocação a Fazenda Arrozal na última sexta-feira, confirmou ainda a existência de mais 11 outros projectos que aguardam pelo financiamento do PRODESI na província. “Estes 11 projectos aguardam, junto da banca, o mesmo procedimento, e estão com as negociações muito avançadas”, garantiu.

Anacleta Leonardo apontou ainda vantagens que o financiamento trará este ano aos produtores locais na medida em que vão contribuir significativamente no aumento da produção, criação de empregos e na redução das importações, no âmbito da aposta que o Executivo está a promover.


Mais hectares

A directora operacional e de estruturas logísticas da Fazenda Arrozal, Ana Paula Lopes, afirmou que a fazenda ocupa uma área de mais de dois mil hectares de terra arável, e com o financiamento recebido vão aumentar as áreas de cultivo de 600 para mil hectares ainda este ano, prevendo uma safra 8 mil e 500 toneladas.

“A perspectiva é aumentar a produção para mais de mil hectares, já que este ano na primeira colheita semeamos 600 hectares, com uma produção em média de 6.5 toneladas por cada hectare, prevendo agora com este financiamento um aumento de 400 hectares para colher 8.5 toneladas (em cada hectare)”, afirmou.

Ana Paula Lopes adiantou ainda que apesar da pandemia da Covid-19 que o país enfrenta a fazenda pretende dar continuidade na comercialização do arroz nas províncias do Huambo, Benguela, Luanda, Moxico, estando, apenas a ser vendido no Bié, face às restrições que a Covid-19 trouxe.

A fazenda Arrozal, por sinal, a única do Bié, já conta com uma máquina caçador de arroz, fábrica de descasque, secagem, três silos, com capacidade de armazenar cada mil e 400 toneladas e indústrias diversas onde trabalham 80 jovens angolanos, e com o aumento das áreas de cultivo aumenta mais emprego com o financiamento recebido. A fazenda está situada no município de Camacupa, na aldeia de Camicundo e está vocacionada unicamente para a produção do arrozal de forma industrial.

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