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Faz hoje 27 anos da assinatura do Protocolo de Lusaka

O 27º aniversário da assinatura do Protocolo de Paz de Lusaka (Zâmbia) entre o Governo angolano e a UNITA é recordado este sábado, numa altura em que o país já se movimenta para a organização das eleições gerais, previstas para 2022.

20/11/2021  Última atualização 09H30
Assinaram Venâncio de Moura e Eugénio Manuvakola © Fotografia por: DR
As principais forças políticas vão realizar os congressos em Dezembro próximo, num claro aviso à navegação de que o ano eleitoral, em cenário adverso com a entrada em cena da pandemia Covid-19, será renhido, mas com limitações impostas pela crise sanitária global iniciada em 2020. 

Mas o "calar das armas” que proporciona a liberdade de circulação, de expressão e outros direitos fundamentais tiveram muito a ver com o tratado de paz negociado na capital zambiana, na sequência do fracasso do Acordo de Bicesse, assinado em Portugal, em Maio de 1991, pelo Governo angolano e a UNITA, e que possibilitou as eleições gerais no país. 

No pleito de 29 e 30 de Setembro de 1992, o MPLA venceu a UNITA por 54% contra 34% dos votos, ao passo que na corrida à presidência da República o então Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, liderou a contagem (49,7%) face a Jonas Savimbi (40,7%), remetendo o processo para a segunda volta entre os dois, que, entretanto, nunca chegou a ser realizada. 

O Protocolo de Lusaka, rubricado a 20 de Novembro de 1994, durou quase quatro anos e tinha como base a desmobilização das tropas do Governo (FAA) e as da UNITA (FALA). Assinaram o documento o então ministro das Relações Exteriores do Governo, Venâncio de Moura, e o secretário-geral da UNITA, na época, Eugénio Manuvakola. 

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