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Fawzia Yusuf formaliza candidatura presidencial

A parlamentar da Somália que se tornou a primeira mulher ministra das Relações Exteriores do país anunciou, ontem, a candidatura à Presidência. Fawzia Yusuf, viúva e mãe de três filhos, disse à AFP acreditar que a campanha para a Presidência pode quebrar barreiras para outras mulheres e argumenta que o género pode ser um trunfo para ajudar a Somália a emergir de anos de violência mortal, marcada por ataques devastadores do grupo al-Shabab ligado à al-Qaeda.

16/09/2021  Última atualização 06H15
Deputada promete quebrar barreiras a favor das mulheres © Fotografia por: DR
"Eu pensei, como mulher, que talvez este país precise de uma liderança feminina para trazer paz e estabilidade”, disse. O anúncio desta candidatura surgiu numa altura em que o Primeiro-Ministro, Mohamed Hussein Roble, acusa o Presidente de "obstruir” uma investigação de alto nível sobre o destino de um agente dos serviços de segurança, cujo desaparecimento gerou protestos no país.

Ikran Tahlil, um oficial de 25 anos da Agência Nacional de Inteligência e Segurança (NISA), foi sequestrado perto da sua casa em Mogadíscio, em Junho, e na semana passada os seus chefes concluíram que ele havia sido sequestrado e morto por jihadistas do al-Shabab.

Na sequência da situação, o Primeiro-Ministro demitiu o director da NISA, Fahad Yasin, após afirmar que o relatório da agência "não era convincente”. Porém, para sua aparente surpresa, o oficial foi reintegrado no dia seguinte pelo Presidente Mohamed Abdullahi Mohamed, comummente conhecido como Farmajo, que considerou a demissão "ilegal e inconstitucional”.

A disputa com o seu Primeiro-Ministro intensificou-se terça-feira depois de Farmajo promover Yasin ao cargo de conselheiro de segurança nacional e nomeado o coronel Yasin Abdullahi Mohamud, um aliado de Yasin, como chefe interino da NISA.

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