Política

Fátima Jardim defende maior aposta na agricultura

A embaixadora de Angola na Itália, Fátima Jardim, apelou aos governos a melhorarem o financiamento ao sector agrícola, de forma inclusiva e resiliente, capaz de garantir estabilidade aos sistemas alimentares à altura das exigências e desafios que os países enfrentam.

15/06/2024  Última atualização 09H05
Participação da diplomata angolana na 175ª reunião da FAO © Fotografia por: DR

De acordo com uma nota de imprensa a que o Jornal de Angola teve ontem acesso, Fátima Jardim lançou o apelo quando discursava na 175ª Sessão do Conselho da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que decorreu quarta-feira, em Roma.

A diplomata angolana referiu que a seca severa, bem como as chuvas torrenciais, que antes eram parte de um ciclo previsível gerido por planeamento, ocorrem agora durante períodos mais curtos, que exige investimentos resilientes, transversais e multissectoriais.

Fátima Jardim defende que seja melhorado o financiamento para o investimento inclusivo e a resiliência produtiva e confirmar projectos e investimentos destinados a criar resiliência nos sistemas alimentares, para que a região possa responder aos desafios de forma mais rápida e eficaz.

Além disso, a diplomata angolana realçou que a instabilidade e os choques dos preços globais, bem como fenómenos como o "El Niño", que afectam particularmente a África Austral, estão a contribuir para o aumento dos preços da energia e dos fertilizantes, criando instabilidade nos sistemas alimentares dos países.

Fátima Jardim agradeceu, no entanto, ao presidente Independente do Conselho da FAO e aos seus membros pelo trabalho alcançado nos objectivos de desenvolvimento e as soluções emergentes para a segurança alimentar e nutricional.

Ao terminar a intervenção, a embaixadora disse que o Grupo Regional Africano aprovou as políticas e estratégias aplicadas pela FAO para a transformação dos sistemas agroalimentares, através da mecanização agrícola sustentável e do desenvolvimento digital.

As políticas e estratégias dos governos africanos enquadram-se no Programa de Trabalho Plurianual 2024-2027 do Comité da Segurança Alimentar Mundial (SCA), da Iniciativa "De Mãos Dadas”, bem como as orientações e recomendações formuladas pela 33ª Conferência Regional para África, realizada em Rabat, Marrocos, em Abril de 2024.

Além da plenária, a 175ª sessão acolheu também o evento paralelo "Acelerando a Acção Única de Saúde sobre a Resistência Antimicrobiana em Sistemas Agroalimentares”, que contou com as contribuições de uma especialista queniana, responsável da FAO para a saúde animal.

Segundo a nota de imprensa, no evento foram ainda analisados os relatórios do Comité de Finanças, a situação da implementação das decisões tomadas na 174.ª Sessão do Conselho, os desafios e impulsionadores da segurança alimentar global, assim como a situação em Gaza relacionada com a insegurança alimentar e assuntos referentes ao mandato da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura na região.

Na quinta-feira, foram debatidos temas como "O impacto da guerra na Ucrânia na segurança alimentar global e questões relacionadas ao mandato da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura”.

O evento reuniu embaixadores, altos funcionários e técnicos junto das agências das Nações Unidas e seus convidados para discutir as prioridades dos programas de combate à pobreza, crises alimentares mundiais, ajuda ao desenvolvimento e aumento da resiliência em todo o mundo.

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