Sociedade

Famílias do prédio da ex-FAPA realojadas no município da Caála

Estácio Camassete | Huambo

Jornalista

Um total de 83 famílias, das 132 previstas residentes no prédio da ex-FAPA, na cidade do Huambo, já foram realojadas na Centralidade Fernando Faustino Muteka, no município da Caála, num processo que começou no dia 22 de Maio, pelo facto do edifício apresentar-se em fase avançada de degradação.

19/06/2024  Última atualização 09H10
Depois do desalojamento total, o prédio vai ser bloqueado © Fotografia por: Joaquim Armando | Edições Novembro

A confirmação foi dada pelo chefe do Departamento Provincial do Instituto Nacional de Habitação, Wilson Jordão, durante um encontro de concertação sobre a transferência dos restantes 49 moradores do de gradado de edifício de 11 andares, localizado na Avenida da Independência, na cidade do Huambo.

O responsável revelou que o processo está quase na fase final e a instituição tem mais uma semana para a sua conclusão. A principal dificuldade, realçou, vai ser das famílias que ainda não preencheram a documentação exigida. "Os moradores têm pouco tempo. Em uma semana queremos tirar o último morador, para seguir aos próximos edifícios que estão numa fase crítica”, disse.

Até ao final deste mês, revelou, as famílias vão ter tudo preparado para a devolução do edifício e chegar ao fim deste processo.

Celestino Lussenje, antigo morador do prédio da ex-FAPA, agradeceu a rapidez na transferência. "Espero mudar nos próximos dias”, disse, ansioso para garantir uma maior segurança da família. "O Governo está a trabalhar para melhorar o nível de satisfação habitacional e empenhado na protecção da vida das pessoas”, argumentou.

De lembrar que foram cadastradas 132 famílias moradoras do prédio da ex-FAPA e os primeiros 20 agregados receberam as habitações na Centralidade da Caála no dia 22 de Maio. O processo de entrega está a ser feito de forma gradual.

O pagamento das casas depende da condição contratual de cada cidadão, pois quem vivia em regime de arrendatário do Estado no edifício de origem vai continuar com esta modalidade, pagando um valor mensal de 12.503 kwanzas.

Depois do desalojamento total das famílias, o prédio da ex-FAPA, de acordo com o relatório apresentado pelo Laboratório de Engenharia do Ministério das Obras Públicas, vai ser interdito e posteriormente demolido, porque já não oferece condições de habitabilidade devido as fendas que o edifício apresenta o que constitui um grande perigo para os habitantes.

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