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Família detida por tentar exumar corpo em Saurimo

Flávia Massua | Saurimo

Jornalista

Um grupo de seis membros de uma mesma família foi detido por efectivos do Departamento de Ilícitos Penais (DIP) da Polícia Nacional, em Saurimo, província da Lunda-Sul, por ter sido apanhado a desenterrar um cadáver, no Cemitério 14.

26/06/2022  Última atualização 10H30
Cemitérios têm sido palcos de vários actos de vandalismo © Fotografia por: DR

O detidos explicaram que tentaram exumar o cadáver de um familiar para cumprir uma orientação de um quimbandeiro de que deveriam extrair partes do cabelo do morto, a fim de realizarem um ritual tradicional, que resultaria na cura de uma parente enferma.

O porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC), António Sacuaia, explicou que a detenção dos acusados foi graças a uma denúncia anónima. "Accionámos, de imediato, os mecanismos necessários e surpreendemos os indivíduos que confessaram a prática, durante a fase de acareação”.

António Sacuaia considerou que o acto configura um crime, "por não obedecer os protocolos exigidos no processo de exumação de corpos”.

O porta-voz acrescentou que o incentivador do grupo detido, por sinal sobrinho do malogrado, confessou que a exumação era uma das exigências do quimbanda para salvar a neta, de 23 anos, do malogrado.

"Ele disse que o acto faria com que a neta, que tem boa dedicação aos estudos, abriria perspectivas para um futuro promissor”, avançou António Sacuaia, tendo realçado que desconhece a existência de crimes do género nas estatísticas do SIC local.

"Os arquivos só confirmam crimes notificados por extracção de areia e raízes de plantas em campas, alegadamente usadas para o tratamento de certas doenças”.

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