Economia

Falta de ração dificulta actividade avícola no país

André Brandão| Ndalatando

A limitação do fornecimento de ração animal e vacinas, falta de pintos adequados para a produção de frango e ovos são apontados pelos produtores nacionais como as principais dificuldades para manter a avicultura activa no país, afirmou, este sábado, em Ndalatando, o consultor do Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC) Honoré Cassinda.

27/11/2022  Última atualização 08H43
Mercado nacional tem escassez de aves para reprodução © Fotografia por: André Brandão | Edições Novembro | Cuanza -Norte

Ao falar no Diálogo Público-Privado sobre a Cadeia de Valor de Ovos e Frango, que juntou os produtores e técnicos do Ministério da Agricultura e Florestas no anfiteatro do Instituto Técnico Agrário (ITA) de  Camuaxi, arredores de Ndalatando, Honoré Cassinga declarou que os níveis de produção avícola baixaram consideravelmente no país.

A reversão dessa situação, com o aumento da produção, não depende só do apoio do Executivo às pequenas e médias empresas, mas, também, o fomento da fabricação de ração e a aquisição de vacinas por partes dos agentes privados a preços razoáveis, disse o consultor.

No encontro, realizado para avaliar a produção de frango e frangos na Região Norte e traçar as bases fundamentais para vencer as dificuldades que o sector enfrenta, o responsável da empresa agropecuária Vina Bar, Francisco de Barros, um dos maiores produtores de ovos e frangos da região, confirmou a prevalência de dificuldades no Cuanza-Norte.

Os produtores deixaram de comprar ração na província, por falta de fábricas, adquirindo-a nos mercados de Luanda e Waco Kungo a preços elevados, sobretudo pela pressão da escassez.

Francisco de Barros explicou que gasta cerca de 100 mil kwanzas por ano na compra de vacinas,  com a ração a absorver gastos de cerca de sete milhões de kwanzas por ano. "Na altura em que havia ração em quantidade, chegámos a produzir cerca de seis mil frangos em dois meses e 700 ovos dia”, disse para ilustrar o recuo da actividade.

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