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Falta de luz paralisa Centro Ortopédico

Lourenço Bule | Menongue

Jornalista

A falta de energia eléctrica no Centro Ortopédico de Menongue, província do Cuando Cubango, há mais de quatro anos, tem estado a impedir que um total de 228 pacientes fique sem beneficiar de próteses e órteses

09/01/2022  Última atualização 06H55
Produção de próteses em baixa © Fotografia por: DR
O director do Centro Ortopédico de Menongue, Lourenço Jaime, revelou, na última sexta-feira, que, apesar desta situação, na área de ortoprotesia, durante o ano passado, foram atendidas 1.536 pacientes para a reparação de próteses, órteses, cintas medicinais e calçados ortopédicos.

Neste momento, o centro possui grandes quantidades de material para a produção de próteses e órteses, mas, por falta de energia eléctrica da rede pública e da avaria do gerador, com capacidade de 100 kVA, não tem respondido às necessidades dos pacientes.

Lourenço Jaime salientou que, mesmo sem energia eléctrica, a unidade sanitária não fechou as portas ao público e, actualmente, efectua trabalhos de fisioterapia, reparação de próteses, órteses, cintas medicinais e calçados ortopédicos dos pacientes já habituais.

Com 22 anos de funcionamento, o Centro Ortopédico de Menongue nunca beneficiou de energia eléctrica da rede pública e, para a reparação e produção de próteses, órteses e operacionalidade das máquinas de fisioterapia, sempre dependeu do gerador que se encontra avariado, há mais de quatro anos.

Na área da Fisioterapia, entre Janeiro e Dezembro de 2021, foram atendidos mais de 18.021 pacientes com problemas de Acidentes Vasculares Cerebrais, sequelas pós-traumatismo por acidente, transtornos musculares, paralisia flácida, crianças com malformação congénita, entre outros.

Por falta de energia para pôr em funcionamento os equipamentos de reabilitação na área de Fisioterapia, o Centro Ortopédico adquiriu oito aparelhos de mecanoterapia (electroestimulação), que trabalham à pilha. A par da falta de energia eléctrica, o centro debate-se, ainda, com problemas de água potável, ausência de viatura e de um novo gerador. A escassez de recursos humanos especializados é outra preocupação, numa altura em que a instituição tem 73 funcionários, entre os quais 52 técnicos de fisioterapia e ortoprotesia.

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