Economia

Falta de liquidez paralisa empresas

Lourenço Bule | Menongue

Jornalista

Cerca de 70 por cento, das 88 empresas controladas pela Câmara de Comércio e Indústria do Cuando Cubango (CCICC), declaram falência no presente ano por falta de liquidez financeira por conta da pandemia da Covid-19, que assola o país desde Março de 2020.

22/06/2021  Última atualização 06H55
Na cidade de Menongue, há menos empresas a funcionar © Fotografia por: DR
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Cuando Cubango (CCICC), Longui António Bongo, que falava em exclusivo para o Jornal de Angola, disse que as empresas que ainda exercem alguma actividade nos mais variados sectores da vida económica da província estão sem recursos financeiros e a qualquer altura podem declarar falência, não só por conta da Covid-19, mas também por causa da crise económica e financeira que assola o mundo desde 2014.

Longui António Bongo afirmou que a crise financeira que assola o mundo dos negócios desde 2014 e a pandemia da Covid-19 que começou em 2019, criaram inúmeros constrangimentos as empresas filiadas a CCICC, apesar de algumas terem sido financiadas através do alívio económico e o Aviso 10 do BNA, com uma linha de crédito do Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA).

Sublinhou que as rotas internacionais que usam para compra de bens diversos para comercialização no Cuando Cubango estão ligadas a alguns epicentros do novo coronavírus, como é o caso da China que é o principal parceiro co-mercial de muitas empresas da região. Longui António Bongo explicou que, no presente ano, apenas oito empresas do sector agrícola, hotelaria e turismo, comercialização de pescados e produtos agrícolas, receberam financiamentos através de uma linha de crédito do Banco de Desenvolvimento Angolano (BDA) e outras, até ao mo-mento, aguardam aprovação para serem custeadas.
Dificuldades

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Cu-ando Cubango (CCICC), Longui António Bongo, disse que as empresas filiadas na instituição que dirige debatem-se de inúmeras dificuldades, desde a falta de financiamentos por parte dos bancos, instalações próprias, factos que levam muitos gestores ao desespero. Disse que apesar do governo do Cuando Cu-bango dar oportunidade a algumas empresas concorrerem nos projectos do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), para que possam ter oportunidades de negócios e saíam do marasmo que atravessam.
Soluções
Longui António Bongo apontou como solução dos problemas que atravessam, a necessidade do Estado tomar decisões rápidas para que possa financiar a recuperação das empresas nacionais que enfrentam dificuldades de natureza financeira por causa da Covid-19."A crise económica causada pela Covid-19 criou um clima de negócio que não ajuda nenhum empreendedor a prosperar e é necessário que o Estado trace políticas que permitam, a sobrevivência das empresas”, disse.

Conforme referiu, centenas de empresários nacionais e estrangeiros, que exercem actividade comercial no Cuando Cubango, vivem momentos de instabilidade financeira, incertezas nos negócios, fruto do impacto negativo que a pandemia tem causado na economia mundial.No seu entender, apesar do levantamento da cerca sanitária em 17 províncias do país, os empresários têm encontrado inúmeras dificuldades para comprarem produtos para revenderem no Cuando Cubango, porque a cidade de Luanda encontra-se isolada das demais.

Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia!

Comente

Faça login para introduzir o seu comentário.

Login

Economia