Sociedade

Falta de água ainda é um problema em algumas escolas

Edivaldo Cristóvão

Jornalista

A falta de água em algumas escolas de Luanda ainda constitui um grande problema. Apesar do esforço do Executivo, o quadro não melhorou desde o reinício das aulas, a 5 de Outubro, situação que deixa os pais preocupados e acabam por proibir os filhos de irem à escola.

20/10/2020  Última atualização 11H41
Contreiras Pipa | Edições Novembro| © Fotografia por: Director do Gabinete Provincial do Ministério da Educação

Além da falta de água, muitos pais acham que as medidas de biossegurança não são suficientes para evitar o contágio num local frequentado por muitos alunos.

O Jornal de Angola constatou que no primeiro dia de aulas nas escolas do segundo ciclo do ensino secundário, a presença era razoável.

O director do Gabinete Provincial da Educação, Narciso Benedito, disse que embora haja ainda algumas situações por melhorar, como o fornecimento de água e materiais de biossegurança, algumas escolas do I Ciclo estão em melhores condições do que no dia 5 de Outubro.

Narciso Benedito explicou que 107 escolas não têm água, nem por via de ligação, nem através de reservatórios. Sublinhou que das 785 escolas públicas registadas em Luanda, apenas 678 têm água em várias formas de distribuição.

Acrescentou que as escolas sem água são consideradas as mais críticas da capital e estão em áreas de difícil acesso, que não facilitam a circulação de bens e serviços.

As aulas retomaram no dia 5 de Outubro nas classes de exame, nomeadamente 6ª , 9ª, 12ª e 13ª. Ontem, o reinício foi para as classes de transição, nomeadamente 7ª, 8ª e 11ª, devendo os alunos da 1ª, 2ª e 3ª classe retomar no dia 26 deste mês, caso não haja uma subida exponencial de infecções.

Antes do reinício das aulas o Gabinete Provincial da Educação fez um trabalho de preparação dos professores e de outros actores, obedecendo a um programa de formação com conteúdos sobre medidas de biossegurança, factores psicossociais de poupança e economia.

Narciso Benedito afirmou que as orientações metodológicas e pedagógicas du-rante a fase da pandemia determinaram a redução dos programas de ensino, para estarem adequadas ao calendário actual.

Lembrou que as turmas não devem ter mais de 30 alunos, para respeitar o distanciamento de um metro e meio.

O director do Gabinete Provincial assegurou que o Ministério da Educação tem feito, de forma paulatina, a distribuição de termómetros, dispensadores de álcool em gel, máscaras, luvas, viseiras para os professores, lixívia e sabão, para garantir a limpeza das superfícies e a higienização nas escolas.

A maior preocupação, referiu, tem a ver com os alunos que retornam no dia 26 (1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª), por causa das condições que ainda não são as melhores. Acrescentou que a maior parte das escolas sem ligação à rede de distribuição são primárias, cerca de 107. “Ter água através de baldes para alunos mais crescidos, não é a mesma coisa para os alunos da primária, porque são mais pequenos e o cuidado é outro”, considerou.

Em relação aos pais que continuam a incentivar os filhos a não irem à escola, o director do Gabinete Provincial considera "uma atitude punível", porque as famílias têm o dever de levar as crianças à escola.

Narciso Benedito realçou que o Estado tem procurado criar condições para que as instituições públicas continuem a funcionar. “Apelamos a todas as famílias para que mandem os filhos à escola, porque as condições de biossegurança estão a ser criadas para que não haja transmissão dentro das escolas”, disse.

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