Economia

Fábrica garante a redução da importação de plástico

Uma fábrica de sacos de plástico, com capacidade para produzir 65 toneladas por dia, está em construção, desde ontem, na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, município de Viana, e deve entrar em funcionamento no mês de Dezembro.

22/06/2019  Última atualização 09H10
DR © Fotografia por: Momento em que é lançada a primeira pedra para a construção da fábrica de sacos de plástico

O investimento é da empresa Mayaya Mafuta & Filhos, que, numa primeira fase, vai empregar 60 trabalhadores. Ontem, aconteceu a cerimónia de lançamento da primeira pedra, em cujo acto estiveram presentes o director-geral da empresa Mayaya Mafuta & Filhos, Francisco Miguel, e o presidente da Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial, António Henriques da Silva.
A fábrica está a ser construída numa área de seis mil metros quadrados e, quando entrar em funcionamento, vai trabalhar, nos dois primeiros anos de actividade, abaixo de 35 por cento da sua capacidade instalada.
A unidade fabril, cujas obras vão ficar concluídas em Outubro, vai produzir três modelos de sacos de plástico, utilizados diariamente para embalar produtos de consumo nas redes comerciais em todo o país.
O investimento inicial é de cerca de 360 milhões de kwanzas, 90 por cento dos quais desembolsados pela empresa Mayaya Mafuta & Filhos e 10 por cento por financiamento bancário, devendo o retorno do capital investido ser feito em um ano e seis meses.
A fábrica vai produzir em pleno depois de serem adquiridos no exterior os equipamentos para a reciclagem de plásticos e a produção de sacos biodegradáveis.
Os 60 trabalhadores seleccionados vão ser formados pelas empresas fornecedoras das máquinas que vão ser utilizadas pela fábrica de plástico, cuja produção vai ficar, numa primeira fase, apenas em Luanda.
O director-geral da Mayaya Mafuta & Filhos, Francisco Miguel, disse que a aposta na produção de sacos plásticos surge numa altura em que a procura do produto ainda é imensa em Angola.
O responsável acentuou que a empresa importa sacos plásticos para a comercialização no mercado nacional, mas, devido a dificuldades na aquisição de divisas, decidiu criar um projecto de construção de uma fábrica para a produção interna de sacos plásticos.
O presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial, António Henriques da Silva, renovou o apoio aos projectos que visam dar uma nova dinâmica à economia e, consequentemente, criar novos postos de trabalho.
António Henriques da Silva declarou que a fábrica de plásticos vai dinamizar a produção nacional e contribuir para a poupança de divisas que eram alocadas exclusivamente para a importação do produto.
“É uma empresa que, anteriormente, se dedicava à importação de sacos de plástico e que, dentro de aproximadamente quatro meses, vai começar a produzir, o que é uma mais-valia para o país”, acentuou o gestor da Zona Económica Especial.

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