Economia

Fábrica financiada pelo Angola Investe produz 25 mil peças plásticas por mês

A fábrica de plástico Mar Plástico, na província da Huíla, financiada no âmbito do Programa Angola Investe (PAI) e com garantia do Fundo de Garantia de Crédito (FGC), está a produzir cerca de 25 mil itens por mês.

13/06/2024  Última atualização 10H25
Gestão do fundo e da unidade fabril manifestam agrado © Fotografia por: DR

A unidade fabril, gerida pelo Grupo Maribel, conta com um total de 68 trabalhadores, entre os quais apenas um engenheiro expatriado, produz plásticos sólidos e flexíveis, com destaque para mesas, cadeiras, baldes, bacias, armários, cabides e cestos.

Ana Maria Marques, sócia da empresa, localizada no município do Lubango, revelou que a garantia de crédito à unidade foi no quadro do Programa Angola Investe (PAI), uma das linhas operacionalizadas pelo FGC, até 2019, altura em que foi descontinuada.

O projecto da unidade Mar Plástica, orçado em oito milhões de dólares, contou, em 2014, com a garantia do FGC e financiamento do Banco Millennium, que já foi totalmente reembolsado.

A gestora da fábrica desdramatizou as críticas em relação ao PAI, ao considerar que foi graças a este programa governamental que a unidade fabril funciona, desde 2017, sem quaisquer sobressaltos. 

"Nós temos que agradecer por esse apoio que tivemos do nosso Governo, uma vez ter ajudado muitos a materializarem seus projectos, assim como devemos ressaltar que a percentagem estipulada para os pagamentos facilitou a vida de inúmeros empresários”, destacou.

FGC minimiza críticas

O presidente do Conselho de Administração do Fundo de FGC desdramatizou, igualmente, as críticas ao Programa Angola Investe, ao assegurar que cerca de 70 por cento dos projectos apoiados no quadro do referido programa tiveram resultados positivos.

Luzayadio Simba advertiu que o "Angola Investe” não deve ser encarado como um fiasco, apesar de 30 por cento dos 116 projectos garantidos pelo Fundo, num valor de 118 mil milhões de kwanzas, não atingirem as metas.

Na sua abordagem, o PCA esclareceu que o PAI resultou num crédito mal-parado, avaliado em cerca de 30 mil milhões de kwanzas, estando o FGC a levar a cabo, desde o ano passado, um programa de saneamento da carteira do Angola Investe de dez mil milhões de kwanzas anuais.

Deste, conforme esclareceu Luzayadio Simba, o Fundo prevê, em três anos, sanear a carteira do PAI com a banca, no sentido de resgatar a imagem da instituição e reconquistar a confiança dessas instituições financeiras, com as quais tem parcerias para apoiar os empresários.

O gestor esclareceu que o "Angola Investe” começou a ser executado em 2012 e muitos dos desembolsos ocorreram entre 2013 e 2014, respectivamente.

Saldo positivo

Em relação aos projectos do PAI garantidos pelo Fundo, o PCA considerou que "o saldo é positivo”, embora reconheça as falhas do programa. Por isso, disse, a instituição está a pagar o risco aos bancos, reforçar as equipas nas questões de acompanhamento (um mecanismo fundamental para o sucesso dos projectos) e a melhorar significativamente a análise do risco das propostas. O "Angola Investe” é um programa gizado pelo Executivo, que o Fundo de Garantia de Crédito e outras instituições financeiras operacionaram, até 2019, para apoiar os empresários nacionais.

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