Economia

Fábrica do Livro produz seis milhões de manuais

Joaquim Suami

Jornalista

A Fábrica do Livro, detida pela Imprensa Nacional, produz, até ao final deste ano, seis milhões de manuais escolares, para minimizar as carências de aquisição de material didáctico no país, anunciou o presidente do Conselho de Administração da companhia de gráfica de capitais públicos.

07/08/2022  Última atualização 15H35
Unidade da Imprensa Nacional equipada para produzir manuais © Fotografia por: DR

Lando Teta disse aos jornalistas que, numa primeira fase, a unidade está a produzir  4,8 milhões de manuais escolares para apoiar o ano lectivo que arranca em Setembro do ano em curso.

Construída em 2002, com um investimento inicial de 55 milhões de dólares, a Fábrica do Livro é constituída por centro CTP, que se dedica à planificação e programação de livros, revistas e manuais escolares, uma máquina de plastificação das capas, uma rotativa V30 com capacidade para produzir 25 mil livros por hora, uma Roland 704, que produz 12 mil planos por dia e 700 mil por mês.

A Fábrica do Livro conta igualmente com uma máquina de acabamento, que produz entre até 2.550 livros por hora, sendo que uma máquina de acabamento completa tem a capacidade de produzir quatro mil livros por hora.

A unidade inclui vários processos de acabamento, como o de aplicação de verniz e plásticos para as capas, que dão a qualidade e durabilidade dos livros. Para o processo de acabamento, a Fabrica do Livro conta com duas linhas de produção, a de agrafo de livros, revistas e manuais, bem como a de acabamento em cola, que processa colagem de livros, revistas, brochuras e outros materiais escolares.

O presidente do Conselho de Administração da Imprensa Nacional disse que a unidade gráfica está igualmente a produzir o Livro do Assentos de Nascimento, o Título de Propriedade e o Registo Criminal.

De acordo com o Lando Teta, as restrições impostas pela Covid-19 impediram a indústria, em geral, e a fábrica do Livro, em particular, de produzir em plena capacidade, mas, "com a abertura paulatina do mercado, a procura que estava reprimida, emergiu de forma global: voltámos a funcionar para satisfazer a procura da população”, disse.

Segundo Lando Teta, com a recuperação completa dos equipamentos, a Fábrica do Livro vai ter maior capacidade de produzir manuais escolares. "É um grande ganho, porque estava aqui um monstro adormecido e acredito que, no futuro, teremos mais produção. A reabertura desta fábrica veio dar maior ânimo, o que vai permitir ter recursos investidos no empreendimento para apostarmos em outros projectos”, referiu, sublinhando que o objectivo do Executivo é o da fábrica sair de uma gráfica tradicional para uma de segurança.

"A Imprensa Nacional tem uma unidade gráfica de segurança, na Cidade Alta, e é a única no país, a produzir grande parte dos documentos de segurança, como diplomas, certificados das universidades e alguns documentos de identificação”, concluiu.

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