Economia

ExxonMobil avalia potencial de três blocos

Joaquim Suami

Jornalista

A ExxonMobil está a avaliar, desde 2020, o potencial dos blocos 30, 44 e 45, localizados na Bacia do Namibe, com recurso aos estudos geológicos e identificação de padrões regionais.

06/08/2022  Última atualização 07H50
© Fotografia por: DR
Em caso de sucesso, dar-se o início, em 2024, com as perfurações de pesquisa de petróleo, disse o director de relações públicas e governamentais, Armando Afonso.

Em declarações ao Jornal de Angola, Armando Afonso, referiu que numa primeira frase, a ExxonMobil está a realizar estudos de sísmica 3D para avaliar a potencialidade de existência de petróleo em águas profundas no offshore da província do Namibe.

"Estamos, neste momento, a interpretar os dados sísmicos, e depois destes estudos, iremos determinar os futuros prospectos para a exploração de pesquisa, a partir de 2024. Fomos a primeira empresa petrolífera em Angola a entrar na Bacia do Namibe e a fazer estudos para determinar a existência de petróleo”, indicou. 

De acordo com Armando Afonso, a visão da ExxonMobil de explorar a Bacia do Namibe, enquadra-se no compromisso da petrolífera americana em identificar áreas com alto potencial de recursos, o que permitirá tirar partido do longo historial de sucesso de exploração e produção da empresa em Angola.

 

Sondas de perfuração

Segundo Armando Afonso, neste momento, a ExxonMobil está a levar a cabo uma campanha de perfuração, no Bloco 15, utilizando a Sonda TLP do Kizomba A e o Navio de perfuração Valaris(DAS-9), este último, adiantou, visa perfurar o poço de exploração (Bavuca Sul). Afirmou que a campanha de perfuração plurianual, enquadra-se no âmbito das actividades do Programa de Resedenvolvimento do Bloco 15.

"As actividades de perfuração no Bloco 15, bem como a pesquisa de hidrocarbonetos da Bacia do Namibe fornecem um panorama real das operações da ExxonMobil em Angola. Planeamos continuar a investir na exploração de fronteira, e em caso de sucesso, utilizar a nossa experiência comprovada e tecnologia de ponta para acelerar as actividades de desenvolvimento e a produção”, destacou. Assegurou que, apesar do bloco 15 ser um campo maduro e sujeito ao declínio natural da produção, está a produzir, neste momento, 150 mil barris de petróleo/dia, contribuindo para a geração de receitas financeiras, quer para o Estado, quer para os investidores da petroleira norte-americana, alavancada pela alta de preços no mercado internacional. "Parte destes recursos vão servir para financiar novos projectos de investigação e desenvolvimento, bem como contribuir para o crescimento e diversificação da economia do país”, disse.

Há 28 anos, a operar no Upstream em Angola, a ExxonMobil produz actualmente cerca de 150 mil barris de petróleo/dia, tendo atingido o pico da sua produção, em 2009, avaliado em 720 mil barris de petróleo/dia, e ter atingido 92 por cento de redução de queima de gás, no Bloco 15, desde 2016.

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