Economia

Exportações rendem 23,5 milhões de dólares

Ana Paulo

Jornalista

Angola exportou, de Janeiro a Novembro de 2021, uma produção de rochas ornamentais calculada em 69,2 mil metros cúbicos, tendo rendido 23,5 milhões de dólares norte-americanos, segundo dados avançados, ontem, em Luanda, pelo secretário de Estado para os Recursos Minerais.

12/01/2022  Última atualização 06H20
Os secretários de Estado Dalva Rimgote e Jânio Correa Víctor no “briefing” bissemanal © Fotografia por: Alberto Paulo | Edições Novembro
Jânio Correa Víctor foí ao briefing bissemanal do Ministério da Economia e Planeamento para apresentar o balanço sobre a produção de rochas ornamentais no período de 2017 a 2021, no quadro do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI).

Em 2020, disse, o sector registou uma receita de 21,2  milhões de dólares, com a exportação de 83,9 mil metros cúbicos.
Já no ano de 2019, face ao cenário de Covid-19 no mundo, as exportações foram bastante afectadas, apurando-se uma receita de apenas 6,9 milhões de dólares, ante a venda ao exterior de 44,9 mil metros cúbicos de rochas ornamentais.
"Nesta época,  tínhamos o material, mas não houve pedidos por parte dos compradores”, frisou.

Segundo Jânio Correa Víctor, em 2018, as exportações foram mais animadoras, quando comparado a 2019. Naquele ano, assinalou-se um registo de 12,8 milhões de dólares de receita e uma produção nacional de 57 mil metros cúbicos. Quanto às exportações de rochas ornamentais em 2017, Jânio Correa Víctor informou que o país iniciou com uma quantidade de 47,9 mil metros cúbicos, calculada em 10,7 milhões de dólares.

Em relação aos critérios de exportação, Angola já não exporta o material em bruto por existirem, localmente, fábricas no Lubango (Huíla) e periferia, onde faz-se o tratamento das rochas. Estas valências sinalizam que o país está a acrescer valor nas rochas ornamentais, garantindo maior qualidade ao produto final exportado para países europeus, asiáticos  e nos Estados  Unidos da América.


Empresas produtoras

As rochas ornamentais são produzidas por 23 empresas, sediadas nas várias províncias do país, nomeadamente Huíla, Namibe, Benguela, Zaire,Cuanza-Sul, Huambo, Cunene,e Zaire. Destas empresas existentes, mais de 15 estão localizadas na Huíla e Namibe, destacando-se Omatapalo, Pérola do Sul, Granusil, Galiangol, Geovalor, Fricon-de, Agostone, Melarochas RockÁfrica.

A maior parte dos materiais são provenientes das províncias da Huíla, Namibe e Cunene. Neste triângulo,está a desenvolver-se um núcleo de produção de rochas ornamentais constituído por produtores maioritariamente nacionais.
Segundo o secretário de Estado para os Recursos Minerais, na província da Huíla, cidade do Lubango, há material em quantidade.

Neste contexto, realçou, o Governo está a criar as bases na região, iniciando-se na implementação de indústrias de rochas ornamentais, que perdure durante muitos anos e que será uma das pedras basilares para o desenvolvimento do Centro Sul de Angola. "A produção de rochas ornamentais pode ser feita em qualquer parte do país, desde que haja possibilidades que consistem em rochas que aparecem em superfícies, sem grandes concentrações de metais, e que podem ser utilizadas como ornamentais”, frisou. Conforme disse ainda, estas mesmas rochas devem ter uma grande valência  no sector da construção civil e da decoração.


Captação de divisas

Por sua vez, a secretária de Estado para a Economia, Dalva Ringote,  reconheceu que as rochas ornamentais, no âmbito do PRODESI, contribuem para o aumento da captação de divisas, fomentam às exportações entre outros elementos necessários para o crescimento da economia nacional.

Do ponto de vista de financiamento, segundo Dalva Ringote, a necessidade varia de empresas para em-presas e as solicitações apresentadas pelos empresários estão voltadas para estes equipamentos. "O país ainda não tem esta indústria, o que obriga os empresários a adquirirem os equipamentos no mercado externo. É um grande esforço. Existem desafios, quer de ponto de infra-estruturas, bem como na identificação de fontes de financiamento para apoiar este subsector”, afirmou.

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