Política

EXPO-MULHER: Assegurada montagem de laboratório para controlo da qualidade de medicamentos

Edna Mussalo

Jornalista

O líder do MPLA e candidato a Presidente da República, João Lourenço, garantiu, segunda-feira(8), que vai apoiar e financiar a montagem de um laboratório de controlo de qualidade de medicamentos no Instituto Politécnico Industrial de Luanda (IPIL), vulgo Makarenko.

09/08/2022  Última atualização 08H45
Presidente do MPLA, João Lourenço, recebeu, ontem, explicações das expositoras durante o evento organizado pela OMA © Fotografia por: Kindala Manuel | Edições Novembro

A garantia foi dada pelo presidente do MPLA, durante a visita guiada à Expo-Mulher 2022, depois de ouvir detalhadamente de um grupo de estudantes finalistas do curso de Bioquímica do IPIL sobre a importância da Biotecnologia e o seu impacto no quotidiano dos cidadãos.

João Lourenço, que não prestou qualquer declaração à imprensa  acompanhado da esposa Ana Dias Lourenço, percorreu cada espaço da Expo-Mulher durante duas horas e meia, tendo interagido directamente com os expositores provenientes das 18 províncias. Depois de garantir o apoio, as jovens estudantes vibraram de emoção num momento marcado por gritos de alegria, orgulho dos seus feitos e a promessa de um laboratório que vai contribuir para o desempenho dos desafios académicos e não só.

No evento que decorre até domingo sob o tema "Mulheres comprometidas com a paz e o desenvolvimento de Angola", João Lourenço fez várias paragens para colocar questões e receber esclarecimentos, e em alguns momentos as mulheres faziam questão de o interpelar ora para oferecer iguarias, ora para manifestar uma palavra de apreço e encorajamento.

Ao Jornal de Angola, Patrícia Bartolomeu, de 18 anos de idade e finalista do curso de Bioquímica Industrial, disse que apresentaram ao líder do MPLA a sugestão daquilo que seria um laboratório de controlo da qualidade de medicamentos, com realce para as vitaminas, antibióticos e analgésicos e dos medicamentos exportados de forma geral.

Tendo em conta que o país não produz medicamentos, prosseguiu, o grande objectivo com o laboratório é o de garantir o controlo da qualidade dos medicamentos que são comprados fora do país para avaliar se podem ou não ser consumidos. "Com esta iniciativa fazemos primeiro o controlo da qualidade e prosseguirmos mais  adiante com a montagem de indústrias medicamentosas em Angola".

Questionada sobre a reacção do candidato do MPLA a Presidente da República, depois de ouvir atenciosamente as explicações, Patrícia Bartolomeu confidenciou: "O Presidente disse que vai apoiar e financiar o laboratório que será montado no Instituto Politécnico Industrial de Luanda, onde poderemos fazer o controlo de qualidade dos medicamentos que tanto desejamos".

Ainda emocionada e ladeada pelas colegas que vibraram, igualmente diante da boa nova, a finalista do curso de Bioquímica Industrial disse estar orgulhosa e preparada para encarar os próximos desafios.

"Sentimo-nos em condições e somos mulheres empoderadas e muito bem dispostas para aprender e continuar a trabalhar nesta área para desenvolver o país e a sociedade", prosseguiu.

Uma das principais dificuldades para os estudantes da área, indicou, tem sido a falta de laboratórios que não estão completamente equipados: "Muitas vezes trabalhamos de forma desenrascada, porque alguns reagentes e outros materiais são muito caros e o Instituto não consegue comprá-los todos. Esses constrangimentos criam-nos dificuldades naquilo que é a nossa prática".

A jovem estudante, que se fazia acompanhar das colegas e de uma tutora, levou à exposição um projecto desenhado por mulheres da organização "Mind Acess Woman" arrolada à incubadora do IPIL (Instituto Politécnico Industrial de Luanda), onde estudantes de Química abordam a importância da Biotecnologia e o seu impacto no quotidiano, bem como na produção de iogurte caseiro.
Energia renovável
Num outro pavilhão, os Kandengues do Clube de Química apresentaram ao candidato do MPLA um projecto sobre energia renovável e os procedimentos para a sua obtenção a partir das frutas.

João Lourenço interagiu com os Kandengues  por uns bons largos minutos. Foi também informado sobre a produção do sabão artesanal com recurso ao material reciclável, um dos projectos também da Academia dos Kandengues Cientistas.

Para o professor e fundador da academia Kandengues Cientistas, Pedro Paris, do Presidente João Lourenço, ficou uma palavra de incentivo para continuar a trabalhar e um feedback positivo.  Depois de ter partilhado o dia-a-dia na Academia dos Kandengues Cientistas com o líder do MPLA, a pequena Francilene Augusto, de 11 anos de idade,  disse que tem a responsabilidade de instruir os novos membros da academia como produzir o sabão à base de óleo reciclado.

Apesar de pequena em estatura, Francilene já desempenha a função de tutora no Clube dos Kandengues Cientistas, onde passa boa parte do tempo. Ao Jornal de Angola disse  que já consegue fazer o sabão, álcool em gel, brilho de panela entre outros produtos.

Orgulhosa e com um sorriso no rosto, sublinhou: "já consigo fazer sozinha e ensinar outras crianças". No encontro que teve com o líder do MPLA, a pequena Francilene apelou a João Lourenço a apoiar a academia com a aquisição de matérias-primas, por sinal uma grande dificuldade com a qual a Academia se debate.
Organização da Mulher Angolana
A secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA),  Joana Tomás, disse que a Expo-Mulher 2022 conta com a participação de mais de 1.500 expositores provenientes de todo o país.

Em declarações à imprensa, a responsável do braço feminino do MPLA realçou que a Expo, sob organização da OMA, ainda tem uma lista de espera de mais de 500 mulheres que aguardam por um espaço na Marginal de Luanda.

Todas as províncias estão representadas e cada uma trouxe o que a sua região produz. Joana Tomás informou que, por conta da procura e do interesse de mais expositores em lista de espera na Expo, inicialmente estava prevista encerrar amanhã, mas que será alargada até domingo.

A actividade, disse, é de iniciativa da OMA, mas está aberta a todas as mulheres de Angola que contribuem para o desenvolvimento do país. Na feira, divididos por vários pavilhões, estão expostos produtos que representam a diversidade cultural e gastronómica nacional, além de um pavilhão da Mulher na Ciência, Tecnologia, entre outros.

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