Economia

Exploração de nióbio é retomada em 2021 na província da Huíla

Hélder Jeremias

Jornalista

A Sociedade Comercial Niobonga, detentora dos direitos de exploração de nióbio em Quilengues, só inicia no primeiro semestre de 2021 as operações de exploração na cordilheira de Bonga, uma concessão de 443,53 quilómetros quadrados, com reservas de 19 milhões de toneladas do minério, revelou o adminitrador municipal.

24/12/2020  Última atualização 22H05
Niobonga emprega 136 milhões de dólares, mas interrompe operação devido à pandemia © Fotografia por: Arão Martins | Edições Novembro
Referenciado entre os mais raros e de grande aplicação na indústria espacial, a prevalência do minério em Angola representa um indicador de grande importância para o sector, tendo em conta o grande volume de receitas que a exploração trará para a economia do país, com outros projectos ligados à exploração de terras raras, metais preciosos e diamantes em fase conclusiva.

Adriano Pedro disse que, depois da prospecção, a empresa, que emprega 136,6 milhões de dólares no projecto, aguarda pela normalização da situação criada pela pandemia da Covid-19 para iniciar as operações de extracção, até porque uma parte da força de trabalho expatriada não está em Angola.

O projecto representa um importante reforço do processo de diversificação económica por se tratar de um recurso mineral não petrolífero, motivo pelo qual conconsidera-se necessário apressar a exploração, transformação e comercialização.

Uma publicação recente do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás afirma que o projecto tem elevado impacto na região Sul do país, sobretudo pelo grande potencial de empregabilidade, criação de infra-estruturas, prestação de diversos serviços auxiliares e pela arrecadação de receitas para os cofres do Estado por via dos impostos: prevê-se, na fase inicial, a criação de cerca de dois mil postos de trabalho directos.

A publicação descreve parcialmente as acções tendentes à diversificação do sector mineral da economia, apontando a nova sede do Instituto Geológico de Angola (IGEO) e do Laboratório Central, capacitado para o tratamento de amostras e análise dos minerais e hidrocarbonetos, materiais de construção e produtos agrários.

Acredita-se, também, a  nível do sector, que o mercado torna-se mais consolidado com a conclusão do Pólo de Desenvolvimento Diamantífero de Saurimo, apetrechado com fábricas de lapidação de diamantes e dois centros de formação especializada em mineração, avaliação e lapidação, assim como o futuro Pólo Logístico do Dundo, na província da Lunda-Norte. 

O secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Victor Correia, informou, na abertura do V Conselho Consultivo do MIREMPET, há uma semana, sobre a existência de vários projectos de exploração, transformação e comercialização no quadro da actual legislação de minérios, terras raras e rochas ornamentais.

O nióbio é um elemento químico com o símbolo Nb. As primeiras aplicações comerciais datam do início do século XX. Existem poucas minas deste elemento com viabilidade económica, sendo o Brasil o primeiro produtor mundial, responsável por 75 por cento da produção mundial.

O administrador de Quilengues disse que as condições para o arranque da fase de exploração iniciam assim que a situada criada pela Covid-19 for debelada. 

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