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Expectativa de vida saudável em África sobe de 46 anos para 56 anos

JA Online

Um novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que a expectativa de vida saudável entre 2000 e 2019 subiu de 46 para 56 anos em África.

09/08/2022  Última atualização 20H05
© Fotografia por: DR | Arquivo

De acordo com a OMS, o aumento é o maior de qualquer região no planeta no mesmo período e teve em atenção o impacto da pandemia da Covid-19, e como esta poderia afectar os números. 

 

A expectativa de vida saudável global encontra-se em 64 anos, mas nesse caso o aumento em quase duas décadas analisadas foi apenas de cinco anos, ao passo que no nosso continente a avaliação constatou uma subida de em média 10 anos por pessoa. 

 

Numa publicação das Nações Unidas pode ler-se que no relatório foram observadas "as melhorias relativas aos serviços essenciais de saúde, os ganhos na saúde reprodutiva, materna, neonatal e infantil, bem como progresso na luta contra doenças infecciosas", foram estes alguns dos factores que ajudaram a ampliar os resultados. 

 

De acordo com a referida fonte, "Em média, a cobertura de serviços essenciais de saúde melhorou para 46% em 2019, em comparação com 24% em 2000" e que "as conquistas mais significativas foram na prevenção e tratamento de doenças infecciosas" o que foi compensado pelo "aumento da hipertensão, diabetes e outras doenças não transmissíveis, assim como a falta de serviços de saúde voltados para essa doenças". 

 

Porém, a publicação destaca que "a rápida expansão das medidas e controlo de HIV, tuberculose e malária a partir de 2005" auxiliaram num desempenho mais eficaz como se pode observar pelos números mencionados acima.

 

Quanto aos riscos e obstáculos para o progresso, a directora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), Matshidiso Moeti, sublinha que o aumento da expectativa de vida saudável "é prova do esforço da região para melhorar a saúde e o bem-estar da população", mas que o "progresso não deve parar" e que "os países devem continuar a fazer melhorias nas medidas contra o cancro e outras doenças não transmissíveis para que esses ganhos não sejam comprometidos".

 

Reforçando que "o progresso na expectativa de vida saudável também pode ser prejudicado pelo impacto da pandemia da Covid-19, a menos que planos robustos de recuperação sejam instituídos", e alertando que "quanto melhor África puder lidar com pandemias e outras ameaças à saúde, mais os povos e as economias poder-se-ão desenvolver."

 

Os dados da OMS afirmam que "a maioria dos governos em África financiam menos de 50% de seus orçamentos nacionais de saúde, resultando por isso em grandes lacunas e o mesmo relatório aponta que os países de renda alta e média alta tendem a ter melhor cobertura de serviços de saúde e maior expectativa de vida saudável ao nascer do que os países de baixa renda, com cerca de 10 anos adicionais de expectativa de vida saudável". 

 

Assim recomenda-se que "os países acelerem os esforços para melhorar a protecção contra riscos financeiros, repensar e reactivar a prestação de serviços de saúde com foco na incorporação de serviços de saúde não transmissíveis como parte dos serviços essenciais de saúde, envolvendo comunidades e engajando o sector privado" e que também se implementem "sistemas subnacionais de monitoramento de sistemas para que os países sejam mais capazes de capturar os primeiros sinais de alerta para ameaças à saúde e falhas do sistema". 

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